União e prefeitura do Rio darão R$270 mi para cerimônias da Olimpíada e Paralimpíada, diz Padilha

quinta-feira, 4 de agosto de 2016 21:18 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os governos federal e municipal vão socorrer o comitê organizador dos Jogos Rio 2016 com 270 milhões de reais para as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada e Paralimpíada, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha nesta quinta-feira.

De acordo com o ministro, desse montante 150 milhões de reais virão da prefeitura e os 120 milhões de reais restantes do governo federal. O comitê organizador dos Jogos vem operando no vermelho e corre contra o tempo para não fechar os eventos esportivos com déficit.

“A demanda era de 200 milhões (de reais), mas chegamos a 270 milhões”, disse o ministro a jornalistas após participar de uma reunião com autoridades de segurança no Rio.

O déficit do comitê Rio 2016 foi assunto nesta quinta, na véspera da abertura dos Jogos, da reunião sobre segurança do Centro Integrado de Comando e Controle da qual participaram, além de Padilha, os ministros da Defesa, Raul Jungman; da Justiça, Alexandre de Moraes, e representantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Federal, entre outros.

A Reuters revelou no mês passado que o comitê organizador da Olimpíada operava no negativo, com um déficit estimado à época de 500 milhões de reais. Em cima da hora, novas cobranças e obrigações surgiram, segundo fontes, obrigando a prefeitura e o governo federal a socorrerem o comitê.

O Rio de Janeiro tem vivido episódios de violência e criminalidade nas últimas horas, alguns deles envolvendo delegações de atletas que participarão dos Jogos. Coube a Padilha, após a reunião, dar explicações sobre o esquema de segurança para o evento esportivo.

“É impossível em uma cidade do tamanho do Rio de Janeiro ter um policial ao lado de cada cidadão” disse o ministro. “Essas delegações deveriam ter solicitado, em tese, um comboio que faz o acompanhamento das delegações na chegada ao aeroporto”, acrescentou.

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Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília
07/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino