Rio abre Olimpíada com homenagem a florestas, favelas e diversidade musical

sexta-feira, 5 de agosto de 2016 21:00 BRT
 

Por Mary Milliken e Caroline Stauffer

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os Jogos Rio 2016 foram oficialmente abertos com uma homenagem às florestas brasileiras e à energia criativa da diversificada população do país, ao som de samba, bossa nova e funk, em uma tecnológica festa de boas-vindas ao mundo, na noite desta sexta-feira, no estádio do Maracanã.

A cerimônia de abertura, diante de um público de cerca de 50 mil pessoas, celebrou a cultura das favelas, sem esconder o cenário de desigualdade social presente na vida dos cariocas.

A história do Brasil também não foi escondida, da chegada dos portugueses em suas caravelas para conquistar a terra dos índios ao uso de escravos africanos por 400 anos. O confronto de culturas, como demonstrado pela cerimônia, é o que faz do Brasil o complexo mosaico que o país é.

A cerimônia também foi usada para chamar a atenção das 3 bilhões de pessoas assistindo ao evento pela televisão sobre a importância de se cuidar do planeta e das florestas que os europeus encontraram por aqui cinco séculos atrás.

Ao contrário das cerimônias de abertura de Pequim 2008 e Londres 2012, a cerimônia do Rio contou mais com o talento dos próprios artistas do país e seu reconhecido talento para grandes festas do que com altos investimentos em tecnologia.

Um simples desfile da top model Gisele Bundchen atravessando o campo do estádio ao som de Garoto de Ipanema foi ovacionado pelo público. Logo na abertura, o público também aplaudiu o sambista Paulinho da Viola cantando samba. Todos os artistas se apresentaram de graça.

A animada festa de abertura da primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul contrastou com meses de problemas e polêmicas antes da Rio 2016, não apenas na organização mas também no país, que enfrenta sua pior recessão econômica em décadas e uma profunda crise política.

O presidente interino Michel Temer acompanhou a cerimônia dentro do estádio ao lado de dezenas de chefes de Estado, mas não teve seu nome anunciado oficialmente logo no início, quando apareceu no telão ao lado do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, ele sim apresentado pelo locutor.   Continuação...

 
Cerimônia de abertura da Rio 2016. 05/08/2016.   REUTERS/Antonio Bronic