6 de Agosto de 2016 / às 02:57 / em um ano

Vanderlei Cordeiro de Lima acende pira olímpica do Rio no Maracanã

REUTERS/Ruben Sprich

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima acendeu a pira olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro, em um dos momentos mais aguardados da cerimônia de abertura no estádio de Maracanã, na noite de sexta-feira.

A tocha entrou no estádio com o ex-tenista Gustavo Kuerten, que, emocionado, a entregou para Hortência, ex-jogadora de basquete. Ela, então, passou a tocha para o ex-maratonista acender a pira.

Vanderlei, de 47 anos, ganhou a medalha de bronze na Olimpíada de Atenas-2004, depois de ter sido agarrado por um ex-padre irlandês enquanto liderava a prova.

Após o incidente, o brasileiro perdeu ritmo na corrida e terminou na terceira colocação. Além da medalha de bronze, Vanderlei, que comemorou muito o resultado apesar do incidente, ganhou a Medalha Pierre de Coubertin, maior condecoração de concedida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Vanderlei também conquistou duas medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos.

Entre os cotados para acender a pira estavam Pelé, Guga e ex-velajador Torben Grael.

Pelé afirmou nesta semana ter sido consultado para acender a pira, porém, mesmo após liberação médica e de patrocinadores, o tricampeão mundial com a seleção brasileira decidiu não participar do evento por causa de um problema físico. Ele ainda passa por fisioterapia após cirurgia realizada no quadril no fim do ano passado, em Nova York.

PIRA NA CANDELÁRIA

Depois de acesa no Maracanã, a chama foi transportada até a Candelária, onde um garoto de 14 anos, Jorge Gomes, que treina atletismo na Mangueira, acendeu o símbolo dos Jogos no Boulevard Olímpico, região do porto do Rio.

Coroando a pira olímpica da Rio 2016 está uma escultura cinética do norte-americano Anthony Howe que representa o sol e se movimenta com o vento.

Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, a cidade-sede terá duas piras, uma dentro do Maracanã e outra na Candelária.

A tocha olímpica percorreu mais de 26 mil quilômetros e passou por 325 cidades do Brasil em 95 dias, sendo conduzida por cerca de 12.500 pessoas.

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