Atletas do remo enfrentam condições difíceis na Lagoa Rodrigo de Freitas

sábado, 6 de agosto de 2016 15:05 BRT
 

Por Angus MacSwan

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O vento e as águas agitadas na Lagoa Rodrigo de Freitas causaram momentos de apreensão para os remadores no dia de abertura da regata do remo olímpico neste sábado, e a favorita a medalha de ouro Kimberly Brennan se safou por pouco um desastre.

Um barco sérvio afundou e a remadora egípcia Nadia Negm disse que se sentiu "como uma Viking" com as ondas batendo sobre os barcos.

As condições difíceis foram uma espécie de contraste em meio ao cenário espetacular do Rio, com vista para o Cristo Redentor.

A regata começou com um grupo de samba tocando no portão da linha de chegada. Mas como a manhã avançando, os ventos castigaram até as águas, especialmente no meio da lagoa, parte menos protegida, prejudicando os atletas. Foi um verdadeiro teste de habilidade para os remadores, e muitos acabaram errando as remadas.

A australiana Brennan, favorita para a medalha de ouro no skiff simples das mulheres, quase se tornou uma vítima precoce das condições no Rio. Ela só foi ultrapassar a coreana Kim Yeji no fim de sua série para ficar com o terceiro lugar e uma vaga na próxima fase, evitando a repescagem. 

Ao sair do barco, era visível ver a quantidade de água que havia ali dentro. Na esperança de se tornar a primeira remadora não-europeia a vencer o ouro olímpico no remo, Brennan conseguiu um modesto 14º lugar nas baterias, e a mexicana Kenia Luchaga Alanis teve o melhor tempo no geral.

Nas duplas masculinas, com os neozelandeses Eric Murray e Hamish Bond confirmando favoritismo, o barco sérvio comandado por Milos Vasic e Nenad Bedic acabou virando.

"Lá pela metade da prova uma grande onda jogou água dentro do meu barco. Subiu e acertou o meu rosto. Tenho sorte de não ter tombado", disse a egípcia Nadia Negm.

"Eu nunca competi em uma água assim. Foi muito difícil, mas foi uma boa experiência. No fim, eu me senti como uma Viking superando esse tipo de situação."