Russa Efimova faz o segundo tempo da bateria depois de caso de doping

domingo, 7 de agosto de 2016 17:57 BRT
 

Por Mark Trevelyan

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A russa Yulia Efimova, que venceu sua apelação contra a suspensão por doping às vésperas da Olimpíada do Rio, nadou o segundo tempo mais rápido neste domingo nas baterias dos 100 metros peito feminino.

Efimova, a campeã mundial da distância, marcou 1min05s79, um centésimo de segundo atrás da norte-americana Lilly King, a também norte-americana Katie Meili foi terceira colocada, com 1min06s00. A atual medalha de ouro Ruta Meilutyte, da Lituânia, ficou em quarto, com 1min06s35.

As revelações de um esquema de doping patrocinado pelo Estado ofuscou a preparação russa para a Olimpíada, e o país foi suspenso, neste domingo, da Paralimpíada que virá a seguir.

Efimova esteve entre os muitos atletas russos que conseguiram vencer a apelação, argumentando que, depois de cumprir várias suspensões por doping, eles não poderiam ser punidos novamente com a exclusão dos Jogos do Rio.

A atleta de 24 anos, campeã mundial nos 100 metros, descobriu apenas na sexta-feira que poderia competir, encerrando meses de incertezas.

"Eu estava maluca, durante os últimos seis meses, eu não entendia o que estava acontecendo. Estou apenas feliz por estar aqui e estou pronta para nadar", disse.

Meilutyte recusou-se a comentar a presença da sua adversária. A britânica Chloe Tutton, que nadou na bateria de Efimova, foi levada embora pela sua assessora de imprensa quando foi questionada como se sentia com a participação da russa.

Efimova também competirá nos 200 metros peito, prova na qual foi campeã mundial em 2013 e ganhou uma medalha de bronze na Olimpíada de Londres, em 2012.

Efimova foi suspensa entre outubro de 2013 e fevereiro de 2015, após testar positivo para traços de um esteróide anabolizante chamado DHEA. Ela também foi brevemente suspensa depois de testar positivo para meldônio este ano, mas foi liberada em julho.

A substância meldônio foi acrescentada à lista proibida da Agência Mundial Antidoping, em 1° de janeiro, mas alguns testes positivos foram posteriormente revertidos, depois que a WADA disse que havia uma ausência de evidências científicas claras sobre quanto tempo demora para a droga ser eliminada pelo corpo.

 
Nadadora russa Yulia Efimova antes de sua bateria na prova dos 100 metros nado peito, nos Jogos Rio 2016
07/08/2016 REUTERS/David Gray