Phelps sente o peso da idade e das finais tarde da noite

segunda-feira, 8 de agosto de 2016 17:05 BRT
 

Por Mary Milliken

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com marcas redondas roxas no ombro direito, o nadador norte-americano Michael Phelps saiu da piscina em sua bateria eliminatória dos 200 metros borboleta sentindo as dores e o cansaço das finais realizadas tarde da noite em sua quinta Olimpíada.

Após conquistar sua 19° medalha de ouro na noite de domingo no 4x100 metros estilo livre, o maior vencedor das Olimpíadas de todos os tempos só conseguiu o quinto lugar nas eliminatórias para a semifinal do borboleta nesta segunda-feira. Phelps, de 31 anos, é detentor do recorde mundial e olímpico dos 200m borboleta.

As marcas no seu ombro direito e costas são evidências do seu entusiasmo por cupping, uma antiga prática chinesa de cura.

Ele disse que se utiliza da técnica há um bom tempo, quase antes de todas as competições, mas o fisioterapeuta pegou mais pesado e deixou algumas das piores marcas.

Depois que deixou a aposentadoria em 2014, após breve passagem na reabilitação por sua segunda prisão por dirigir embriagado, Phelps disse que nadar tarde da noite, para maior audiência nos Estados Unidos, e novamente na tarde do dia seguinte é difícil.

Ele recebeu massagens, banheiras de gelo, aplicações de calor para tirar o ácido lático dos músculos, além de comer muito macarrão, comida que não é muito fã.

"Acho que fui dormir às 3h e às 11h estava no ônibus. Mudanças bem rápidas", disse Phelps a repórteres.

Ele volta às piscinas na noite desta segunda-feira para a semifinal do borboleta, onde buscará alcançar a final na terça-feira e vingar sua derrota no evento há quatro anos para o sul-africano Chad les Clos.

 
Michael Phelps, dos EUA, durante competição no Rio de Janeiro
07/08/2016 REUTERS/Dominic Ebenbichler