ENTREVISTA-Esportes agora estão no centro das atenções da Olimpíada do Rio, diz presidente do COI

segunda-feira, 8 de agosto de 2016 18:57 BRT
 

Por Karolos Grohmann

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Após uma preparação frenética de sete anos e da correria dos organizadores da Olimpíada do Rio para deixar tudo pronto para os primeiro Jogos Olímpicos na América do Sul, o esporte está agora se tornando o centro das atenções, com os competidores apresentando performances de qualidade internacional, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Mais de meia dúzia de recordes mundiais foram quebrados nos primeiros dois dias de competição e mais atletas, alguns ainda desconhecidos, deixarão sua marca no Rio, disse o presidente do COI à Reuters, em entrevista.

"Eu acho que você pode ver a partir do excelente desempenho dos atletas que eles estão em condições muito boas, você pode ver várias melhores marcas pessoais", disse Bach nesta segunda-feira.

Seis recordes mundiais da natação caíram em somente dois dias de competição nas piscinas, com mais recordes estabelecidos no tiro com arco e no halterofilismo.

"Você vê recordes mundiais em várias provas, os atletas estão se sentindo bem, estão bem preparados, então o esporte está assumindo agora", disse Bach, medalhista de ouro olímpico na esgrima.

O alemão, que assumiu a presidência do COI em 2013 e que supervisiona sua primeira Olimpíada de verão à frente da instituição, também disse que a atmosfera no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, está melhorando após problemas nos primeiros dias.

Cerca de 150 mil visitantes entraram no complexo esportivo no domingo.

"Você vê, por outro lado, também uma atmosfera muito boa. Os cariocas agora abraçam os Jogos, eles vêm ao Parque Olímpico, eles aproveitam as competições e a atmosfera olímpica", disse.

"Então eu acho que, após uma esplêndida cerimônia de abertura, é um começo bastante bom para esses Jogos."

 
Presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, dá entrevista à Reuters no Parque Olímpico do Rio de Janeiro
08/08/2016 REUTERS/Kevin Coombs