Ônibus da Rio 2016 é atingido em trajeto para Parque Olímpico; polícia investiga

terça-feira, 9 de agosto de 2016 23:58 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um ônibus da Olimpíada do Rio com jornalistas foi atingido em trajeto entre locais de competições nesta terça-feira, informou o Comitê Rio 2016, sem especificar o que teria quebrado os vidros e ferido dois passageiros levemente.

Segundo testemunhas no local, o ônibus foi atingido por tiros, mas uma fonte da área de segurança disse que o veículo foi alvo de pedras.

Dois passageiros ficaram levemente feridos por estilhaços de vidro e "o ônibus será submetido a perícia oficial pela polícia", afirmou o Comitê Rio 2016 em nota.

"O Coordenador Geral de Defesa de Área (CGDA) do Exército e a Polícia Militar aumentaram o patrulhamento na região", acrescentou o comitê.

O motorista do ônibus, ao perceber que os passageiros estavam deitados no chão, conduziu o veículo até uma viatura, que escoltou o ônibus até o centro de mídia. O motorista vai prestar depoimento à polícia, de acordo com o comitê.

O ônibus fazia o percurso da Arena do Futuro, em Deodoro, para o Parque Olímpico da Barra e, segundo passageiros, dois tiros foram ouvidos e atingiram o ônibus. As vidraças foram quebradas e estilhaços provocaram pequenos cortes em duas pessoas.

"Nós fomos alvo de tiros. Pudemos ouvir o barulho do disparo", disse Sheryl "Lee" Michaelson, uma capitã da reserva da Força Aérea dos EUA, que está trabalhando para uma publicação sobre basquete.

Uma fonte da área de segurança, no entanto, disse sob condição de anonimato que o ônibus foi atingido por duas pedras. Foi aberta uma investigação para apurar o caso, acrescentou.

"Um inquérito vai ser aberto para tentar descobrir quem fez e por que fez", disse a fonte. "Não foi bala perdida".

A segurança tem sido uma das principais preocupações nos Jogos. No fim de semana, uma bala perdida atingiu o centro de mídia do Complexo de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, e pode ter sido disparada por traficantes que tentaram abater drones e um balão que estavam sendo utilizados para monitorar comunidades próximas ao local, segundo autoridades.

(Reportagem de Brenda Goh, Caroline Stauffer e Rodrigo Viga Gaier)