10 de Agosto de 2016 / às 14:52 / um ano atrás

Ônibus da Rio 2016 foi atacado com pedras, diz chefe de segurança

Janela quebrada em ônibus da Rio 2016 que saía do complexo de Deodoro para a Barra da Tijuca. 09/08/2016Shannon Stapleton

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ônibus de mídia dos Jogos Rio 2016 alvejado na noite de terça-feira foi atacado com pedras, quebrando janelas e ferindo levemente duas pessoas, disse nesta quarta-feira o chefe de segurança da organização da Olimpíada, Luiz Fernando Corrêa.

Havia 12 passageiros no ônibus que voltava do complexo de Deodoro para o Parque Olímpico da Barra quando pedras atingiram os vidros, segundo Corrêa. Testemunhas no ônibus disseram à Reuters após o incidente que ouviram o som de tiros.

Mas, de acordo com uma fonte da área de segurança ouvida pela Reuters, uma perícia preliminar apontou que o veículo foi atingido por três pedradas, e não tiros. Jornalistas estrangeiros que estavam no veículo ficaram assustados e se jogaram no chão.

“O RO (registro de ocorrência) foi registrado como pedrada. Três pedras teriam atingido o ônibus e a perícia preliminar mostra que seriam pedras”, disse a fonte.

“(Se fosse arma de fogo) com a energia que atingiu a janela, teria atingido umas pessoas ou outra janela e se encontraria fragmento ou cápsula. E nada disso foi encontrado", acrescentou a fonte.

A perícia aponta ainda que se o veículo fosse atingido por tiros o estrago seria maior.

“A pedra bate na janela e ricocheteia e vai embora. Um tiro de revólver, pistola e fuzil deixa fragmento. A perícia preliminar indica que foi pedrada”, disse.

DEODORO

Sobre o disparo registrado em instalação do centro de mídia em Deodoro no fim de semana, a perícia confirmou que o local foi atingido por um tiro de fuzil.

O laudo pericial é inconclusivo para apontar a origem do disparo e, como o local onde o projétil foi encontrado foi alterado, a perícia se tornou mais difícil.

"O laudo da pericia é inconclusivo sobre a origem do projétil porque o local foi mexido e o projétil retirado do lugar. Assim fica difícil responder todas as perguntas", disse a fonte.

"O que se sabe é que foi um tiro de fuzil disparado de uma longa distância, porque a bala chegou à tenda com poucas força e energia”, afirmou a fonte.

A suspeita é que o tiro tenha sido disparado por traficantes, que teriam tentado abater drones ou balão de monitoramento que atuavam na região.

"Fica impossível para qualquer perícia detalhar de onde o disparo foi efetuado precisamente. Ele (projétil) chegou sem força e deve ter saído de um lugar longe do local”, acrescentou.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier, Karolos Grohmann e Daniel Flynn

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