Brasil ainda pode alcançar meta de medalhas na Rio 2016, diz secretário de Alto Rendimento

quarta-feira, 10 de agosto de 2016 16:17 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Brasil ainda pode atingir a meta de ficar no top 10 de pódios da Rio 2016, mesmo com só duas medalhas em um terço dos Jogos disputados, avaliou nesta quarta-feira o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Luiz Lima, que aposta em modalidades sem tradição de medalhas, como canoagem e maratona aquática, e no histórico de desempenho melhor na segunda metade do evento.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou antes dos Jogos uma meta de levar o Brasil à lista dos dez maiores países em número de pódios no Rio, mas até agora o time brasileiro soma apenas duas medalhas: uma de prata, com Felipe Wu no tiro, e um ouro com Rafaela Silva no judô.

Lima evitou falar em frustração por enquanto ou a confirmar se o prognóstico de top 10 em número de pódios se mantém. O secretário garantiu apenas que está confiante que o país conseguirá superar a performance de Londres 2012 e Pequim 2008.

“O jogo não acabou e temos modalidades pela frente com grande chance de medalha e superar certamente 2008 e 2012", disse Lima, do Ministério do Esporte. Nos Jogos da capital britânica o Brasil conquistou seu recorde de 17 medalhas, duas a mais que em Pequim 2008.

O ex-nadador e atleta olímpico destacou a medalha de Rafaela Silva como uma surpresa e um estímulo importante para o Time Brasil.

"A medalha da Rafaela foi muito importante para estimular", disse. "A Rafaela foi uma surpresa e lição de vida... a Rafaela foi uma grata surpresa. É uma medalha que deveria valer 5 ou 10 medalhas de ouro”, afirmou.

Lima disse à Reuters que historicamente o Brasil sempre tem uma melhor performance na segunda metade dos Jogos, quando esportes tradicionais do país como vela, vôlei de quadra e de praia, futebol e outras modalidade coletivas conquistam pódios.

Ele também aposta na performance de atletas como Isaquias Queiroz, da canoagem, e na maratona aquática como duas novas frentes de medalhas para o Brasil. Para ele, Isaquias pode inclusive fazer história e levar duas medalhas de ouro.

"Temos chance de conseguir a meta, mas se ela não vier, a gente não vai ficar triste, mas temos que analisar o esporte para muito além do quadro de medalhas”, disse.

 
Rafaela Silva exibe medalha de ouro. 09/08/2016  REUTERS/Nacho Doce