COI confia em segurança na Rio 2016, mas admite que situação no país não é de fácil solução

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 14:57 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A segurança no Brasil não é uma questão de fácil solução, mas o Comitê Olímpico Internacional confia no esquema montado para os Jogos de 2016, disse nesta quinta-feira o diretor-executivo do COI para os Jogos Olímpicos, Gilbert Felli.

O executivo, que acompanhou de perto da preparação da cidade para os Jogos de 2016, comentou nesta quinta-feira sobre o ataque contra homens da Força Nacional de Segurança Pública na véspera, em que três agentes ficaram feridos, sendo um em estado grave.

“Sabemos que no Brasil não é fácil (a segurança), mas temos total confiança na sistema nacional de segurança e acreditamos que vão resolver os problemas”, disse Felli a jornalistas em evento no Rio de Janeiro.

Felli não quis dar mais detalhes sobre a repercussão do caso entre membros do COI ao afirmar que o assunto deveria ser abordado pelo comitê organizador e pelas autoridades de segurança.

Apesar desse caso e dos problemas na organização dos Jogos, como dificuldade de acessos às arenas, longas filas, falta de comida e reclamação de funcionários com as condições de trabalho, Felli fez um balanço positivo dos Jogos do Rio até agora.

Segundo Felli, o grande legado para o Rio a é a revitalização do centro da cidade e os investimentos em meios de transporte. O dirigente afirmou ainda que os brasileiros e cariocas deveriam ajudar na propagação dessas informações junto aos turistas internacionais que se concentram mais nas arenas e em Copacabana, bairro mais turístico da cidade.

"Nos cinco dias de Jogos, podemos dizer que estão indo bem, com competições fantásticas, as competições têm sido justas... as pessoas estão se divertindo nos estádios e nos parques", afirmou.

“Estou convencido de que o Rio vai fazer grandes Jogos  e eu, pessoalmente, sempre achei que o Rio faria um grande trabalho, mas era necessário adaptar os jogos à situação política e econômica”, disse.

Felli reconheceu que a turbulência política e na economia do Brasil foi um desafio na preparação dos Jogos e não poupou os políticos.   Continuação...

 
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