Ministro diz que saldo de segurança no Rio é positivo e não prevê mudança em plano

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 21:29 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Apesar dos incidentes violentos, o último deles envolvendo três agentes da Forca Nacional de Segurança (FNS) que foram alvo de tiros, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que considera positivo até agora o saldo da área de segurança e disse que não haverá mudanças no planejamento das autoridades.

Segundo o ministro, em nenhum lugar do Brasil e do mundo há criminalidade zero. "Não vamos admitir insegurança e criminalidade, mas logicamente o mundo está longe de criminalidade zero", disse Moraes a jornalistas, após participar do lançamento de um manual contra racismo nos Jogos de 2016.

Moraes classificou o ataque a três agentes da FNS em um acesso a uma favela do Rio, atribuído pelas autoridades a traficantes, como um ato de covardia e afirmou que a prisão dos responsáveis é uma obrigação.

Além do incidente com os agentes da FNS, que fazem a segurança dos Jogos, houve ainda dois casos de bala perdida no centro olímpico de hipismo em Deodoro e um ônibus da Rio 2016 que transportava jornalistas foi alvo de pedradas, segundo perícia.

Apesar da enorme repercussão internacional dos casos de violência no Rio durante a Olimpíada, o ministro disse que o saldo até agora é positivo e que os episódios não vão manchar os Jogos de 2016.

"Não haverá nenhum alteração na segurança realizada, está sendo eficaz e extremamente positiva", declarou. "Seria utopia criminalidade zero... A cidade está mais segura... não tem absolutamente nada de mancha nas Olimpíadas", complementou.

Apesar de dizer que o ataque não vai alterar o esquema de segurança dos Jogos, nesta quinta-feira agentes da FNS foram vistos na entrada do complexo da Maré, onde houve o ataque e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também reforçou patrulhamento nas vias próximas ao conjunto de favelas.

A FNS tinha como missão inicial patrulhar instalações olímpicas e arenas esportivas. Um dos três agentes foi gravemente ferido e permanece internado com um quadro delicado.

O ministro garantiu que os agentes que vieram ao Rio de outros Estados foram treinados adequadamente. Os agentes envolvidos no incidente teriam entrado por engano na favela ao usarem um aplicativo de trânsito.

Todos foram bem treinados e não podemos prever tudo... um deles já tinha atuado aqui no Rio", afirmou Moraes. Na operação desta quinta-feira os suspeitos do ataque ainda não tinham sido presos.

 
Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante reunião no Palácio do Planalto, em Brasília
16/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino