Com somente uma competidora russa no Rio, EUA buscam grande número de medalhas no atletismo

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 21:59 BRT
 

Por Jack Stubbs

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A expectativa é que os Estados Unidos disparem no atletismo dos Jogos do Rio, ocupando lugares no pódio que geralmente são dos russos, como o da medalhista de ouro no salto com vara Yelena Isinbayeva e o do campeão mundial dos 110 metros com barreiras, Sergei Shubenkov.

A Rússia ficou com o segundo lugar no quadro de medalhas do atletismo nas últimas três Olimpíadas e, como foi a União Soviética anteriormente, tem sido a principal rival dos EUA nessa modalidade.

No entanto, com a equipe russa de atletismo toda excluída dos Jogos do Rio depois das revelações sobre doping apoiado pelo Estado no esporte, a porta está aberta para os atletas norte-americanos superarem as 28 medalhas de Londres 2012.

A Jamaica, com a sua usina de velocistas recordistas, pode aparecer em segundo no quadro de medalhas do atletismo pela primeira vez, deixando Quênia, Etiópia e Alemanha batalhando pela terceira colocação.

Os competidores dos EUA já sentiram os benefícios de um torneio sem os russos durante os preparativos para o Rio, ganhando 23 medalhas no campeonato mundial indoor em março. A Etiópia, país que chegou mais perto, ganhou cinco.

O conselho da Federação Internacional de Atletismo que revisa casos de doping recusou pedidos de 67 russos para competir como “neutros”, depois da suspensão de todo o atletismo do país por doping sistemático.

A saltadora Darya Klishina foi a única aprovada para o Rio de Janeiro, tendo mostrado que ela não estava envolvida no sistema.

Yelena Isinbayeva ficou em terceiro em Londres 2012, quando Jenn Suhr, dos EUA, ganhou o ouro, mas, como recordista mundial e campeã em Pequim e Atenas, ela teria sido uma competidora forte no Rio.   Continuação...