12 de Agosto de 2016 / às 23:17 / um ano atrás

Judô brasileiro admite resultado abaixo do esperado no Rio e cita magia olímpica

Rafaela Silva, que levou o ouro do Brasil no judô 9/08/2016. REUTERS/Nacho Doce

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao conquistar três medalhas nos Jogos Rio 2016, o judô brasileiro não atingiu sua meta para a competição, e dirigentes da modalidade reconheceram nesta sexta-feira que esperavam um desempenho melhor.

O objetivo da modalidade era superar as quatro medalhas de Londres 2012 --um ouro e três bronzes--, em termos de quantidade ou qualitativamente, mas no Rio o time conseguiu um ouro com Rafaela Silva e dois bronzes com Mayra Aguiar e Rafael Silva.

“A gente poderia ter contribuído com mais medalhas, tínhamos potencial para isso, mas se chegou onde foi possível chegar”, afirmou em entrevista coletiva o gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson.

O dirigente citou um desempenho melhor de diversos países e a “magia” que envolve os Jogos Olímpicos para explicar o resultado do judô do Brasil, que teve um grande investimento.

No último ciclo olímpico foram 20 milhões de reais somente em viagens, vindos de patrocinadores, do Ministério do Esporte e do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que apostava no judô como uma das modalidades com maior potencial de ajudar o país a alcançar o almejado 10º lugar no total de medalhas.

“Apesar do número menor de medalhas, mantivemos a mesma posição no geral, sexto (em relação a 2012). As medalhas tiveram uma distribuição mais homogênea. Tirando Japão e França, nenhum país teve mais do que três medalhas”, afirmou Wilson.

“Tem a magia e as dificuldades dos Jogos Olímpicos”, acrescentou. “Não dá pra dizer que foi ruim.”

O judô brasileiro tem 19 medalhas olímpicas, sendo três de ouro, e só perde para o vôlei --juntando quadra e praia--, com 20, no número total de medalhas entre as modalidades do país. O judô também sobe ao pódio há oito edições dos Jogos, desde Los Angeles 1984.

Mais uma vez, as mulheres tiveram um desempenho superior ao dos homens, mas a técnica da equipe feminina, Rosicléia Campos, esperava mais.

“A gente tinha bastante munição. O resultado (um ouro e um bronze) foi igual ao de Londres. Foi bom, mas fizemos uma excelente preparação, não faltou nada, foram treinos nacionais e internacionais, e tínhamos capacidade de conseguir mais medalhas”, declarou ela.

“Temos muito trabalho. Amanhã já estamos pensando em Tóquio 2020, pensando para o próximo ciclo”, acrescentou.

Uma das ideias para a próxima Olimpíada é subir a campeã olímpica de 2012 Sarah Menezes de categoria. No Rio, ela ficou a uma luta da disputa pelo bronze.

Reforçar a equipe masculina é outra meta do judô brasileiro para os próximos anos.

“É preciso uma reflexão maior, é arregaçar as mangas e reverter esse quadro. Já estamos trabalhando nesse processo”, disse o dirigente da CBJ, explicando que quatro atletas da equipe masculina estrearam em Jogos Olímpicos neste ano e que atletas jovens estão sendo observados.

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