Bigode! Brasileiros adotam kuwaitiano e o levam ao bronze no tiro

sábado, 13 de agosto de 2016 19:40 BRT
 

Por Mary Milliken

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Desde o início das disputas da semifinal do skeet masculino nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, neste sábado, havia algo em Abdullah Al-Rashidi que atraiu a atenção dos torcedores brasileiros.

Podia ser a sua idade, por ser o mais velho dos atiradores, aos 52 anos. Talvez fosse o fato de o kuwaitiano estar competindo sob a bandeira olímpica, já que seu país foi banido das competições pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Para o torcedor brasileiro Daniel Grillo, era apenas por causa do bigode.

“Ele parece muito exótico com aquele bigode”, disse Grillo, um estudante de 24 anos.

Junto com muitos outros nas arquibancadas, ele gritou “Bigode” para incentivar o atirador, levando um clima de Maracanã para o complexo do tiro.

Com um sorriso carismático, Rashidi conseguiu obter o bronze no skeet, sendo essa sua primeira medalha na sexta participação nos Jogos.

“Me sinto como se fosse do Brasil e não do Kuweit”, afirmou Rashidi. “Obrigado, Brasil!”