Phelps deixa piscina olímpica para trás, mas não o esporte

domingo, 14 de agosto de 2016 13:36 BRT
 

Por Steve Keating

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Michael Phelps saiu da piscina olímpica pela última vez no sábado, após concretizar o seu sonho de infância, mas está claro que não deixará para trás o esporte que o transformou em um nome reconhecido mundialmente.

A carreira de Phelps na natação terminou com a 23ª medalha de ouro, no revezamento 4x100 metros, no sábado, que aumentou seu recorde de atleta mais condecorado da história da Olimpíada.

"Tudo isso começou com um pequeno sonho de uma criança, que mudou a natação e tentou fazer o que ninguém havia feito", disse Phelps. "E, no fim, foi tudo muito legal."

Tudo poderia ter terminado quatro anos atrás para o americano de 31 anos, de um jeito um pouco menos legal.

Depois da Olimpíada de Londres, em 2012, que, segundo ele, seria sua última, Phelps aposentou-se não apenas arrependido por ter vivido no piloto automático, mas como muitos atletas que encerram suas carreiras pareceu perdido e despreparado.

Ele cogitou tornar-se um jogador de golfe profissional, mas eventualmente se encontrou flertando com um retorno à natação e, apesar de algumas pedras no caminho, com uma condenação por dirigir bêbado que o levou a uma clínica de reabilitação e a uma suspensão, disputou sua quinta Olimpíada.

No Rio, onde ele levou seu currículo olímpico a 28 medalhas -também ganhou três de prata e duas de bronze- ficou claro que ele não estava vivendo no piloto automático.

Exausto, compartilhou cada vitória com a torcida e ficou especialmente emocionado sempre que cruzava os olhos da noiva, Nicole, e do filho pequeno, Boomer, nas arquibancadas.   Continuação...

 
REUTERS/Dominic Ebenbichler