Arthur Nory faz série mais difícil e inédita para ganhar bronze na ginástica no Rio

domingo, 14 de agosto de 2016 18:35 BRT
 

Por Tatiana Ramil

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Classificado em último lugar para a final do solo nos Jogos do Rio, o ginasta brasileiro Arthur Nory arriscou e decidiu colocar na série uma acrobacia mais difícil para tentar um pódio neste domingo, e se deu bem.

Com uma apresentação sem falhas, ele recebeu a nota 15.433 e ficou com o bronze, atrás do campeão Max Whitlock (15.633), da Grã-Bretanha, e do companheiro de equipe Diego Hypólito (15.533).

"A gente pensou em dificultar a série. Ele (técnico Cristiano Albino) confiou em mim, eu confiei nele, e isso é o principal", disse Nory após a conquista.

"Eu não tinha feito essa série, é a primeira vez que eu faço. Os elementos eu já havia treinado bastante. A segunda passada era o elemento que eu coloquei e de valor F, um dos mais altos do código e que chama a atenção, ele é bem difícil", completou.

Segundo o treinador, a decisão de dificultar a série foi fundamental para a conquista do bronze. "O único jeito de beliscar uma medalha era aumentando a nota de partida, e foi o que a gente fez. Discutimos, treinamos... e ele fez o papel dele, a série foi boa e está aí o resultado", disse.

O ginasta de 22 anos se mostrou surpreso com a medalha, e disse que sua expectativa maior era disputar uma final olímpica nas barras, o que não aconteceu.

"Eu queria muito uma final de barra, treinei para isso. E veio o solo", afirmou, destacando a importância da preparação psicológica. "Olimpíada é cabeça que conta, porque treinado você já está, então é ficar focado e fazer o seu trabalho."

O paulista Nory fazia judô quando criança e decidiu pela ginástica aos 11 anos, quando Daiane dos Santos começou a se destacar no esporte.   Continuação...

 
Arthur Nory comemora apresentação na final do solo. 14/08/2016 REUTERS/Mike Blake