Sobrevivemos sob pressão e saímos mais fortes, diz Bernardinho

terça-feira, 16 de agosto de 2016 09:39 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O jogo de vida ou morte contra a França ainda na fase de grupos dos Jogos do Rio serviu para fortalecer a seleção masculina de vôlei do Brasil para a sequência da competição, afirmou um aliviado técnico Bernardinho depois que o Brasil se classificou no sufoco para as quartas de final.

Finalista dos últimos três jogos olímpicos, com um ouro e duas pratas, o Brasil correu risco de um vexame dentro do Maracanãzinho após uma campanha irregular na primeira fase, mas conseguiu se classificar com a quarta e última vaga do Grupo A ao derrotar a França por 3 sets a 1, num jogo que começou na noite de segunda-feira e terminou na madrugada desta terça.

“O mais importante foi o time ter sobrevivido sob pressão, é uma experiência que fortalece o time”, disse Bernardinho a repórteres depois do jogo. “Estou aliviado por ter passado por isso, agora é preparar para a próxima.”

Com a vitória sobre os franceses o Brasil encerrou sua participação na primeira fase com três vitórias e duas derrotas, e agora enfrentará nas quartas de final a rival Argentina, que avançou de forma surpreendente em primeiro lugar na outra chave.

Depois de ser derrotado por Estados Unidos e Itália dentro do templo do vôlei brasileiro, a seleção mudou o comportamento e foi mais agressiva em quadra contra os franceses, em especial no ataque.

Bernardinho disse que precisou dar um puxão de orelha no grupo depois das derrotas, e o resultado foi positivo.

“Não foi conversa, foi monólogo. Não quiseram falar, mas ouviram muita coisa. Tinham que ligar um pouco o dane-se, e o time fez isso”, afirmou o treinador.

Maior pontuador do Brasil na partida contra a França, com 21 bolas na quadra adversária, o atacante Wallace reconheceu que a conversa com o treinador, além de uma cobrança interna entre os próprios jogadores, foi fundamental para a equipe conseguir a classificação.

“Hoje era o jogo que tinha que arriscar um pouco mais, principalmente no saque”, disse. “Tinha que mudar, do jeito que estava não estava funcionando. Não dava mais para ser mansinho, a gente mudou a postura e deu certo.”

 
Técnico Bernardinho durante partida da seleção masculina de vôlei.
 07/08/2016 REUTERS/Marcelo del Pozo