16 de Agosto de 2016 / às 19:52 / um ano atrás

Ginástica masculina comemora salto em número de medalhas e diz ter virado referência

Ginastas Arthur Mariano e Diego Hypólito. 14/08/2016Mike Blake

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A ginástica artística masculina do Brasil deu um salto de uma única medalha olímpica na história para quatro após subir três vezes ao pódio nos Jogos Rio 2016, como resultado de um trabalho de longo prazo que levou a modalidade de aprendiz a ser uma referência, de acordo com os técnicos da equipe.

Entre as medidas apontadas como fatores importantes para o desenvolvimento da modalidade estão treinos que simulam competições e o fortalecimento dos clubes para formação e treinamento de ginastas.

"Não é um trabalho de hoje. Ginástica é longo prazo. O investimento maior que foi feito é os clubes conseguirem manter seus atletas", disse Marcos Goto, técnico de Zanetti e que faz parte da equipe brasileira.

"Nós esperamos que a confederação dê continuidade no fortalecimento dos clubes, porque nossos atletas não saem de centros de treinamento, saem de clubes."

Zanetti ganhou na segunda-feira sua segunda medalha olímpica na prova das argolas, uma prata, depois de ter inaugurado em Londres 2012 a lista de medalhas da ginástica brasileira, com um ouro.

As outras duas medalhas no Rio foram conquistadas no solo, a prata de Diego Hypólito e o bronze de Arthur Nory.

Uma das estratégias para fortalecer a equipe foi acirrar a disputa por uma vaga dentro da seleção, de acordo com o treinador-chefe da equipe, Renato Araújo.

"Foi uma pressão muito grande que eles sofreram nos últimos anos com avaliações, mas isso foi bom, porque eu queria essa pressão dentro do treino, para que não fosse tão diferente da competição", disse.

"Trouxemos árbitros de fora do Brasil, em alguns dias liberamos para vir gente de fora assistir. Tentamos criar um clima mais próximo possível de competição", completou.

A Olimpíada do Rio foi a primeira vez que o Brasil classificou a equipe masculina completa para uma Olimpíada, e o resultado foi o sexto lugar.

"Isso é uma evolução muito grande no mundo da ginástica. Passou a ser referência para outras equipes e antes era o contrário, a gente tinha algumas equipes como referência. Nossa intenção para o próximo ciclo é buscar os primeiros lugares", disse Cristiano Albino, técnico de Nory e que também faz parte da equipe brasileira.

Por outro lado, a equipe feminina, que foi responsável pela explosão da ginástica brasileira, com conquistas importantes principalmente de Daiane dos Santos, ainda busca seu primeiro pódio olímpico.

Na final por equipes, ficou em oitavo na Rio 2016, enquanto o melhor resultado individual foi o quinto lugar de Flávia Saraiva na trave.

"Fiz o meu melhor e isso é o mais importante para mim. Sou nova e ainda tenho muita coisa pela frente. Vou treinar ainda mais para estar na próxima e, quem sabe, pegar essa mesma final", disse a atleta que completará 17 anos em setembro.

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