16 de Agosto de 2016 / às 21:32 / um ano atrás

Vadão diz que suecas foram quase perfeitas na zaga e que respeita estratégia defensiva

Goleira sueca defende cobrança de pênalti de Andressinha. 16/08/2016Leonhard Foeger

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Mesmo frustrado com a derrota nos pênaltis para a Suécia na semifinal do futebol feminino da Rio 2016, o técnico da seleção brasileira, Oswaldo Alvarez, disse respeitar a estratégia defensiva do time rival.

As brasileiras praticamente fizeram um jogo de ataque contra defesa, nesta terça-feira, no estádio do Maracanã, mas desperdiçaram muitas chances de gols, ficaram no 0 x 0 e acabaram perdendo nas penalidades.

"Nos sentimos horríveis, tivemos o domínio do jogo, sabíamos que a estratégia delas seria essa, elas foram praticamente perfeitas na defesa", disse o técnico, conhecido como Vadão, em entrevista coletiva.

Na fase anterior, a Suécia eliminou os Estados Unidos, favoritos ao título, também nos pênaltis, com uma estratégia semelhante, provocando críticas das norte-americanas. A goleira Hope Solo chegou a afirmar que as suecas foram "covardes".

O técnico brasileiro, no entanto, vê o esquema como válido e disse que sua equipe tentou o gol de todas as maneiras possíveis.

"Não podemos criticar nossa companheira (a técnica Pia Sundhage) porque a estratégia dela funcionou nos dois jogos, e elas estão na final e nós não estamos", afirmou. "Óbvio que os Estados Unidos provavelmente não jogariam assim, mas temos que respeitar a estratégia do adversário."

A seleção brasileira começou muito bem os Jogos do Rio, com goleadas sobre China (3 x 0) e Suécia (5 x 1), mas depois empatou sem gols contra África do Sul --quando já estava classificada--, Austrália e Suécia.

Nos dois últimos jogos, a equipe pressionou muito mas não conseguiu furar os bloqueios adversários. Contra as suecas foram 33 chutes a gols, sendo 10 no alvo, contra apenas seis finalizações do time europeu, sendo apenas dois no gol.

"Todas as formas foram utilizadas durante os 120 minutos, infelizmente a coisa não aconteceu. A frustração é enorme", disse o treinador, que optou por colocar a atacante Cristiane apenas na prorrogação porque ela vinha se recuperando de lesão e não tinha feito nenhum treino forte.

Vadão disse que a decisão de deixar Cristiane fora do time titular foi dele e que a ideia era preservá-la para a final. A atacante acabou perdendo uma das penalidades, assim como Andressinha, na decisão que terminou 4 x 3 para a Suécia.

Apesar da derrota, o público de 70.454 pessoas que lotou o Maracanã --algumas só conseguiram entrar no estádio com a bola rolando devido a longas filas-- aplaudiu as jogadoras do Brasil. "Ficamos devendo ao nosso torcedor porque eles fizeram a parte deles no estádio", admitiu o treinador.

"Nós tínhamos um clima totalmente favorável, todos nós estamos muito frustrados, não vou me desculpar porque fizemos de tudo para vencer o jogo."

Vadão disse que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende continuar com o projeto de seleção permanente da equipe feminina, embora possa mudar a comissão técnica.

Ele afirmou, ainda, esperar que jogadoras experientes como Cristiane, Formiga e Marta participem de um processo de transição para renovar o time, já que, segundo ele, a "reposição é muito lenta" no futebol feminino.

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