Jamaica, Quênia e EUA conquistam ouros no atletismo na Rio 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016 11:30 BRT
 

Por Scott Malone

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Jamaica, Quênia e Estados Unidos ampliaram seus quadros de medalhas no atletismo nos 110 metros com barreiras, nos 1.500 metros feminino e no salto triplo masculino da Olimpíada do Rio de Janeiro na terça-feira, enquanto a única representante russa da modalidade sobreviveu para competir mais um dia no evento.

Atletas do Quênia, da Croácia e do Canadá também conquistaram ouros olímpicos em um estádio em grande parte vazio, onde se pedia para a torcida brasileira se conter depois de ter vaiado um atleta francês do salto com vara na noite anterior.

O jamaicano Omar McLeod deu a seu país um primeiro ouro nos 110 metros com barreiras, a queniana Faith Kipyegon arrasou com as adversárias nos 1.500 metros feminino e o norte-americano Christian Taylor defendeu seu título com sucesso no salto triplo.

Mas os maiores aplausos da noite foram dedicados ao brasileiro Thiago Braz, que recebeu a medalha de ouro do salto com vara conquistada na noite de segunda-feira. A plateia voltou a vaiar o medalhista de prata francês Renaud Lavillenie, ignorando os pedidos de silêncio de Thiago.

Lavillenie, que na noite anterior havia se queixado das vaias durante seu último salto, se desculpou na terça-feira por ter comparado sua experiência com a hostilidade da Alemanha nazista com Jesse Owens nos Jogos de Berlim de 1936.

Durante a competição da noite de terça-feira, o locutor do Estádio Olímpico pediu pelo menos quatro vezes que a torcida tratasse os competidores com respeito, uma reação às demonstrações de hostilidade dos torcedores no Rio.

Os atletas russos, em particular, têm enfrentado plateias hostis no Rio em resultado do escândalo de doping que eclipsou os Jogos.

Darya Klishina, atleta do salto em distância e única representante da Rússia no atletismo devido à proibição de participação do resto da equipe, escapou da fúria do público, mas isso provavelmente foi mais uma consequência de ter chegado sem ser anunciada nem notada do que uma mudança de atitude do dia para a noite.

 
Jamaicano Omar McLeod durante competição dos 110m com barreiras na Rio 2016.      17/08/2016      REUTERS/Lucy Nicholson