Flagras de doping são positivos para o futuro do halterofilismo, diz dirigente

quarta-feira, 17 de agosto de 2016 13:29 BRT
 

Por Brian Oliver

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Embora o flagelo do doping tenha afetado mais uma vez a reputação já manchada do halterofilismo na Olimpíada do Rio de Janeiro, um dos treinadores e administradores mais experientes do esporte continua tendo esperança em um futuro brilhante e livre das drogas.

Paul Coffa, secretário-geral da Federação de Halterofilismo da Oceania que está envolvido com a modalidade há mais de meio século, disse que flagrar e expulsar atletas que se dopam antes da Rio 2016 foi "um grande avanço para o halterofilismo".

Os halterofilistas da Bulgária foram impedidos de competir no Rio depois que a Federação Internacional de Halterofilismo (IWF, na sigla em inglês) baniu os atletas do país como resultado de um grande número de casos de doping.

A Rússia também ficou ausente por "trazer descrédito ao halterofilismo".

Seis campeões de 2012 foram excluídos da Rio 2016 por causa do doping, incluindo quatro cazaques e um polonês. Dois atletas da Polônia estavam entre os quatro halterofilistas flagrados por dopagem anunciados nos últimos 10 dias. Dos 29 exames positivos baseados em novos testes com amostras de 2008 e 2012, 26 eram do bloco comunista pré-1989.

Em 2015, a IWF também afastou halterofilistas de Brasil, China, Egito, Colômbia, Índia, Arábia Saudita, Malásia, México, Coreia, Ilhas Seychelles, Taiwan, Tunísia e Turquia, e atletas de países como Argentina, Irã, Chile e Islândia também foram suspensos.

Apesar dos problemas, Coffa disse que o esporte está caminhando na direção certa.

"O halterofilismo é um esporte maravilhoso", disse o dirigente de 74 anos à Reuters. "Se você sumisse com as drogas seria sensacional, a divisão de medalhas iria para muitos países diferentes, não seria como é no momento. Acredito que isso irá acontecer".

 
Lasha Talakhadze levanta peso na Rio 2016.  16/08/2016.  REUTERS/Damir Sagolj