Alemanha bate Nigéria na Rio 2016 sem prorrogação, apesar de torcida de Micale

quarta-feira, 17 de agosto de 2016 18:35 BRT
 

Por Eduardo Simões

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A vitória da Alemanha por 2 x 0 sobre a Nigéria, que colocou a equipe europeia na final do torneio de futebol da Rio 2016 contra o Brasil, frustrou a torcida do técnico da seleção olímpica do Brasil, Rogério Micale, que antes da definição do duelo brincou ao afirmar que sua expectativa era de prorrogação e que as duas equipes se cansassem para a final de sábado.

"Duas equipes extremamente difíceis, duas grandes seleções que vão fazer um grande duelo. Minha expectativa é que vá para prorrogação, vá para pênaltis e que eles se cansem o máximo possível", disse o treinador em entrevista coletiva, após a goleada por 6 x 0 sobre Honduras nesta quarta-feira, no Maracanã.

"Brincadeiras à parte, são duas grandes escolas", acrescentou sobre os rivais, que se enfrentaram também nesta quarta-feira.

Apesar da torcida do comandante brasileiro, os alemães não precisaram do tempo extra para passar pelos nigerianos, vencendo o duelo travado na Arena Corinthians, em São Paulo, por 2 x 0.

A Alemanha humilhou a seleção brasileira na semifinal da Copa do Mundo de 2014, disputada em casa, ao golear por 7 x 1 em Belo Horizonte, na pior derrota da história do futebol brasileiro.

Micale ressaltou o conjunto da equipe olímpica da Alemanha, afirmando que os jogadores que estão no Rio vêm atuando juntos já há alguns anos, tendo subido juntos das categorias de base da seleção europeia.

O Brasil, que ao golear Honduras por 6 x 0 nesta quarta chegou à terceira vitória seguida na Olimpíada ainda sem sofrer gols ou ser derrotado, chega com força para o confronto de sábado no Maracanã, que pode garantir o inédito ouro olímpico, garantiu Micale.

"Chegamos a essa reta final fortes. Cada jogo tem sua história, nós vamos ter que fazer uma nova história nessa final", disse Micale ao projetar a decisão.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier)

 
Nicale comemora com Neymar e Gabriel Jesus
 17/08/2016 REUTERS/Bruno Kelly