18 de Agosto de 2016 / às 10:22 / um ano atrás

Brasil desperdiça oportunidade em casa e segue sem ouro no vôlei de praia feminino desde 1996

Dupla brasileira de vôlei de praia Ágatha e Bárbara durante partida contra dupla alemã na Rio 2016. 18/08/2016 REUTERS/Tony Gentile

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A arena lotada na casa do vôlei de praia brasileiro parecia ser o cenário perfeito para o Brasil encerrar um jejum de 20 anos sem uma medalha de ouro entre as mulheres na modalidade, mas a dupla Ágatha e Bárbara não conseguiu passar pelas alemãs Ludwig e Walkenhorst e ficou com a prata como consolação em Copacabana.

Desde a histórica final totalmente brasileira em Atlanta 1996 entre Jackie/Sandra e Mônica/Adriana as mulheres do Brasil nunca mais conseguiram subir ao degrau mais alto do pódio em Olimpíadas, apesar de diversas duplas do país terem conquistados várias outras competições internacionais.

O longo jejum parecia a caminho do fim na partida iniciada à meia-noite desta quinta-feira em Copacabana, dentro de uma arena lotada com 12 mil pessoas para incentivar as brasileiras Ágatha e Bárbara no último jogo de uma ótima campanha nos Jogos do Rio.

No entanto, após um início de jogo eletrizante, com jogadoras de ambas as partes se lançando na areia para salvar bolas aparentemente impossíveis, as brasileiras foram desbancadas pela atuação impecável da dupla da Alemanha, que controlou o jogo e venceu com parciais de 21-18 e 21-14.

“Elas jogaram melhor e mereceram a medalha de ouro, mas nós também lutamos muito por essa medalha de prata. Temos orgulho do trabalho que fizemos”, disse depois da partida a carioca Bárbara, que conseguiu trocar as lágrimas da derrota por um sorriso no pódio ao receber sua medalha, sob gritos de apoio do público.

A parceira Ágatha não chegou a chorar pelo revés em casa, e assim que as alemãs fecharam o jogo, que foi disputado com um vento forte que atrapalhou os dois lados, passou a tentar levantar o ânimo da companheira e a comemorar seu primeiro pódio olímpico.

“Meu sentimento é de alegria, nós disputamos a final dos Jogos Olímpicos no Brasil. Isso nos deixa muito contentes. Todo o esforço, os desafios e os problemas que superamos. Não temos nada para ficarmos tristes, essa medalha é incrível”, afirmou.

Desde que Jackie e Sandra bateram as compatriotas Mônica e Adriana na primeira edição do vôlei de praia em Olimpíadas o Brasil persegue um segundo ouro olímpico na modalidade entre as mulheres.

Antes de Ágatha e Bárbara, que são as atuais campeãs mundiais, Adriana Behar e Shelda também foram duas vezes medalhas de prata (Sydney 2000 e Atenas 2004).

Para a campeã olímpica Jackie Silva, a chance perdida no Rio foi a melhor que o Brasil já teve de voltar ao alto do pódio do vôlei de praia feminino desde 1996.

“Dessa vez eu achei que a gente ia conseguir, a chance era boa demais, as meninas (do Brasil) chegaram para essa final jogando muito bem e eu estava confiante, mas as alemãs foram sensacionais nessa final em todos os aspectos. Elas levaram o jogo para um ouro nível”, disse Jackie à Reuters depois da partida na arena em Copacabana.

A final olímpica feminina, acompanhada das tribunas pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, foi precedida por outra derrota brasileira em Copacabana, na disputa da medalha de bronze. Larissa e Talita caíram diante das norte-americanas Walsh e Ross.

Na noite desta quinta-feira será a vez de Alison e Bruno Schmidt tentarem uma medalha de ouro para o Brasil em Copacabana. Eles disputarão a final olímpica masculina contra os italianos Nicolai e Lupo, em busca de repetir o ouro de Ricardo e Emanuel em Atenas 2004.

Independentemente do resultado o Brasil ficará aquém da expectativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB) de superar em quantidade as duas medalhas de Londres 2012 (uma prata e um bronze). A meta do COB é ficar pela primeira vez em uma Olimpíada entre os 10 primeiros colocados no número total de medalhas.

Ainda assim o país amplia sua liderança como maior medalhista olímpico do vôlei de praia em todos os tempos, com 13 pódios (incluindo o de Alison e Bruno), contra 10 dos Estados Unidos.

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