Veteranos da Rio 2016 ensinam lições da meia idade a jovens

quinta-feira, 18 de agosto de 2016 13:30 BRT
 

Por Mary Milliken

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um grupo de atletas no Rio descobriu o segredo para melhorar o desempenho, e não tem nada a ver com doping.

Chama-se envelhecimento – um processo por meio do qual os atletas se tornam mais sábios e concentrados e conquistam medalhas e corações nos Jogos Olímpicos.

O grupo de veteranos da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 está estabelecendo um novo padrão e mudando a visão distorcida segundo a qual as competições de alto nível são para homens e mulheres jovens.

"Passamos muito tempo ouvindo que, a partir de uma certa idade, estamos acabados", disse a ciclista norte-americana Kristin Armstrong, que aos 42 anos se tornou a mulher mais velha a levar um ouro olímpico na prova individual feminina de contrarrelógio.

"Os atletas estão mostrando que isso não é verdade".

Embora a idade média dos competidores na Rio 2016 seja de 26,97 anos, um pequeno aumento em relação aos 25,85 anos de duas décadas atrás em Atlanta, o Comitê Olímpico Internacional (COI) diz que vê atletas mais velhos se saindo melhor nos Jogos, mesmo nos esportes considerados como privilégio de competidores jovens e mais flexíveis.

"De fato vemos, especialmente em esportes de resistência, atletas mais velhos sendo bem-sucedidos, muito mais do que no passado", disse o porta-voz do COI, Mark Adams. "E isso é ótimo. É para ser saudado. Isso dá esperança a todos nós".

Em uma das provas de resistência mais difíceis, a maratona aquática de 10 quilômetros em mar aberto, o grego Spiros Gianniotis, de 36 anos de idade, chegou à linha de chegada na terça-feira ao mesmo tempo em que Ferry Weertman, de 24 anos, mas demorou para tocar na tábua e ficou com a prata.   Continuação...

 
Ciclista norte-americana Kristin Armstrong.         10/08/2016          REUTERS/Matthew Childs