Alison e Bruno vencem italianos no vôlei de praia e Brasil chega a 5 ouros na Rio 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016 01:23 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A dupla de vôlei de praia do Brasil Alison e Bruno Schmidt derrotou os italianos Nicolai e Lupo por 21-19 e 21-17 e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, na madrugada desta sexta-feira, dando ao país sua quinta medalha de ouro na Olimpíada de 2016.

Com o título conquistado sob chuva na praia de Copacabana, o Brasil iguala seu melhor desempenho na história dos Jogos em termos de medalhas de ouro, repetindo as cinco de Atenas 2004.

No total de pódios o Brasil chega a 15, se aproximando das 17 de Londres 2012, a melhor marca brasileira em todos os tempos. O país, que tem a meta de terminar entre os 10 primeiros colocados no total de medalhas em casa, ocupa atualmente a 13a posição.

A vitória dos brasileiros também encerra um jejum de 12 anos do Brasil sem uma medalha de ouro no vôlei de praia. A última conquista havia sido em Atenas 2004 com Ricardo e Emanuel, e em Londres 2012 Alison foi medalha de prata justamente ao lado de Emanuel.

A chuva insistente em Copacabana, que começou a cair pouco antes do início da final olímpica, não diminuiu a empolgação da torcida brasileira, que praticamente lotou as arquibancadas e empurrou os atuais campeões do mundo desde o começo.

Após saírem perdendo por 5-1, em um aparente sinal de nervosismo, Alison e Bruno conseguiram se recuperar dentro do primeiro set graças especialmente à consistência defensiva de Bruno.

Os brasileiros ficaram pela primeira vez à frente no marcador em 9-8, em um contra-ataque de Bruno, que compensa a baixa estatura (1,85m) com um talento incrível nos ataques -- ele também anotou um lindo ponto com uma manchete no fundo da quadra adversária.

Os italianos, atuais campeões europeus, reagiram até empatarem em 17 pontos para cada lado, mas Alison conseguiu marcar o último ponto da parcial em um bloqueio.   Continuação...

 
Alison e Bruno comemoram.  19/08/2016.   REUTERS/Adrees Latif