Prefeito do Rio diz ter pena e desprezo de nadadores dos EUA e aceita desculpas

sexta-feira, 19 de agosto de 2016 12:53 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou nesta sexta-feira que tem pena e desprezo pelos nadadores norte-americanos que inventaram um suposto assalto na cidade, no último fim de semana, gerando uma grande repercussão internacional durante os Jogos Olímpicos.

A história mostra um desvio de caráter dos nadadores, disse o prefeito, acrescentando que eles não representam dignamente o espírito da vencedora delegação norte-americana, que lidera com folga o quadro de medalhas dos Jogos Rio 2016.

“Meu único sentimento em relação a eles é de pena, desprezo e que pena que tenham falhas de caráter ...certamente não representam os atletas que vieram aqui“, declarou ele a jornalistas.

“Ficamos orgulhosos dos Estados Unidos aqui, o show dado, inclusive pelo Phelps que virou um ídolo brasileiro. Para todos nós foi uma honra ter um país campeão dos campeões, um campeão de medalhas… e sempre alguém pode destoar”, completou.

O Comitê Olímpico norte americano apresentou um pedido formal de desculpas, que foi aceito pela cidade do Rio.

“Todos nós temos que aceitar as desculpas do Comitê Olímpico dos EUA e foi um gesto de muita correção deles…não precisa que atleta nenhum peça. O que foi feito foi mais que o suficiente”, afirmou Paes.

Nesta sexta-feira, o nadador Ryan Lochte, um dos quatro envolvidos no incidente, pediu desculpas após ser acusado pela polícia brasileira de inventar uma história sobre um roubo à mão armada para encobrir um incidente em um posto de gasolina.

"Deveria ter sido muito mais responsável em como me comportei, e por isto peço desculpas aos meus colegas de equipe", disse ele em publicação nas redes sociais.

Lochte, ao lado dos companheiros de equipe Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen, foram considerados autores de uma história sobre terem sido roubados por homens armados que fingiram ser policiais.   Continuação...

 
Prefeito Eduardo Paes viaja em BRT do Rio.  4/7/2016.  REUTERS/Ricardo Moraes