Paes confirma R$250 milhões de governos à Paralimpíada, mas recursos do Rio dependem do TRE

sexta-feira, 19 de agosto de 2016 13:46 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou nesta sexta-feira que a Prefeitura e a União vão socorrer os Jogos Paralímpicos com cerca de 250 milhões de reais, sendo 100 milhões do governo federal e 150 milhões do município, mas reconheceu que a cidade ainda precisa convencer o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a legalidade da ajuda financeira.

Segundo o TRE, o repasse à Paralimpíada de setembro, seja para o Comitê Rio 2016 ou diretamente para o evento, pode representar um crime eleitoral, uma vez que o país já se encontra em período eleitoral para as eleições municipais de outubro, e o tribunal proibiu o socorro da Prefeita aos Jogos.

Na avaliação do prefeito, no entanto, os recursos que sairão dos cofres municipais não configuram crime porque o Rio se comprometeu a arcar com eventual déficit da organização quando foi escolhido sede dos Jogos, em 2009. A Procuradoria do município já está contestando a posição do TRE.

”Temos que esclarecer que isso não tem a ver com ano eleitoral e foi firmado em 2009, não há novidade. Seria ilegal se fosse novidade... As informações estão sendo prestadas e tenho certeza que a decisão do TRE será revista“, disse ele a jornalistas.

Paes destacou que no compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional e com o Comitê Paralímpico Internacional já havia a previsão de que o Rio seria uma espécie de avalista dos eventos e que assumiria com parte de eventuais prejuízos.

De acordo com o prefeito, o déficit do Comitê Rio 2016, que precisa dos 250 milhões de reais para a realização da Paralimpíada, é pequeno diante de um orçamento de cerca de 7,5 bilhões de reais.

Segundo Paes, repasses para os Jogos prometidos anteriormente pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff não se concretizaram, fazendo com que o Comitê Rio 2016 tivesse que assumir novos compromissos. Além disso, a venda de ingressos para a Paralimpíada é considerada inexpressiva, na casa de 12 por cento.

“O comitê não recebeu o subsídio e recebeu outras contas, mas fez um trabalho fantástico. Se imaginava venda maior de ingressos para Paralimpíada, mas tenho certeza que em cima as pessoas vão comprar ingressos”, disse o prefeito, acrescentando que se a procura por ingressos se intensificar o montante a ser destinado à Paralimpíada pode ser menor que o projetado.

Na quinta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia dito que o governo federal vai disponibilizar 100 milhões de reais para ajudar os Jogos Paralímpicos do Rio por meio de acordos de patrocínio de empresas estatais ao evento, além dos 150 milhões prometidos pelo prefeito do Rio.