20 de Agosto de 2016 / às 23:42 / um ano atrás

Neymar personifica volta por cima de time olímpico e dá esperança à seleção principal

Neymar, após cobrança de pênalti 20/08/2016 REUTERS/Marcos Brindicci

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O gol de pênalti contra a Alemanha que garantiu ao Brasil a primeira medalha de ouro no futebol em Olimpíadas levou Neymar a um novo patamar na seleção brasileira e pode servir para firmar um novo jeito de jogar e de agir do capitão, dando esperança à torcida de uma recuperação da combalida equipe principal.

Assim como o Brasil, que esteve a um jogo da eliminação ainda na primeira fase da Olimpíada, Neymar deu a volta por cima nos Jogos Rio 2016, passando de duramente criticado por seu desaparecimento nos momentos decisivos à craque da disputa pela medalha de ouro.

Além da cobrança final na disputa de pênaltis, foi dele o gol que abriu o placar no empate por 1 x 1 no Maracanã, numa magistral cobrança de falta que ele mesmo sofreu.

Antes mesmo da final, o gol marcado contra Honduras aos 14 segundos da semifinal, o mais rápido da história das Olimpíadas, já havia mostrado ao torcedor brasileiro um novo Neymar: saiu aquele jogador acusado de se jogar no chão e entrou o atacante aguerrido que roubou a bola do zagueiro e dividiu com o goleiro antes de empurrar para a rede.

Esse espírito diferente de Neymar faltou ao time principal do Brasil na derrota para a própria Alemanha na semifinal de 2014, quando o atacante não estava em campo por lesão, e nos recentes fracassos na Copa América em 2015 e 2016.

Presente ao Maracanã para a decisão do ouro olímpico, o novo técnico da seleção brasileira principal, Tite, certamente tem o que comemorar pelo fato de o atacante ter assumido a responsabilidade de cobrar o último pênalti, e converter a cobrança.

Não por coincidência, a volta por cima de Neymar também levou a seleção olímpica a se recuperar.

Depois de empatar os dois primeiros jogos por 0 x 0 contra África do Sul e Iraque, o Brasil entrou em campo para o tudo ou nada contra a Dinamarca, com a maior parte da pressão sobre as costas de Neymar, muito criticado pelo fraco desempenho nas primeiras partidas.

O jogador, então, comandou as ações do Brasil em campo, principalmente com bons passes, e o Brasil aplicou uma goleada de 4 x 0 garantindo sua vaga na fase de mata-mata.

A transformação de Neymar na Olimpíada se consolidou contra a Colômbia, adversário tradicional e duro da seleção brasileira. Numa partida em que os colombianos cometeram diversas faltas nele, aparentemente tentando desequilibrá-lo emocionalmente, o capitão brasileiro soube manter o controle e marcou o primeiro gol da vitória por 2 x 0.

Contra Honduras foram dois gols, o primeiro e o último, e a classificação garantida para uma nova final olímpica depois da derrota para o México na decisão da medalha de ouro dos Jogos de Londres 2012.

A mudança de postura e de rendimento dentro do campo foram acompanhadas, no entanto, por um silêncio ao logo de toda a competição. O capitão vinha se recusando a conceder entrevistas apesar de ocupar o posto de comando da equipe.

Em uma resposta às críticas, após o ouro, o jogador disparou: “Agora vão ter que me engolir”.

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