Sem atingir meta no Rio, Brasil mantém objetivo de ficar entre 10 maiores medalhistas em 2020

segunda-feira, 22 de agosto de 2016 17:20 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Brasil vai manter o objetivo de ficar entre os 10 maiores medalhistas olímpicos nos Jogos de Tóquio 2020, afirmou nesta segunda-feira o diretor executivo do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marcus Vinicius Freire, que elogiou o desempenho dos atletas brasileiros nos Jogos do Rio apesar de o país não ter atingido a meta estabelecida para o evento em casa.

Com um recorde de 19 medalhas, sendo sete de ouro, o Brasil terminou a Rio 2016 como 12º colocado no total de pódios, três medalhas atrás do 10º lugar (ocupado pelo Canadá) que era a meta do país. Na conta de medalhas de ouro, critério adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), o Time Brasil ficou em 13º, apenas um ouro atrás da nona colocada Itália.

Segundo o diretor executivo do COB, tão importante quanto as medalhas foi o número de finais que o Brasil disputou no Rio, 70 no Rio contra 36 em Londres 2012. Além disso, o país subiu ao pódio em uma diversidade maior de modalidades do que em Jogos anteriores.

“Número inédito de medalhas, 19; mais que o dobro de ouros; recorde de finais, com o dobro de finais, e aumento de modalidades. O aumento da cesta de modalidades é o sinal que o futuro vai ser ainda melhor”, disse o dirigente a jornalistas, ao fazer um balanço do desempenho brasileiro.

“A meta tem que ser lá em cima mesmo para exigir do atleta. Chegamos muito próximo, foram três medalhas de diferença, e aí estaríamos tranquilamente no top 10”, acrescentou.

Antes dos Jogos do Rio o melhor desempenho do Brasil em Olimpíadas em total de medalhas havia sido em Londres 2012, com 17, e em termos de medalha de ouro em Atenas 2004, com cinco.

Sem citar nomes, equipes ou modalidades, Marcus Vinicius lembrou que alguns favoritos brasileiros antes dos Jogos não ganharam medalhas. Caso tivessem cumprido as expectativas teriam colocado o Brasil dentro do top 10.

“Saímos com tranquilidade e sensação de dever cumprido”, afirmou.   Continuação...

 
Canoístas brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon de Souza, medalhistas de prata nos Jogos Rio 2016. 20/08/2016 REUTERS/Murad Sezer