Polícia do Rio diz que Hickey, do COI, discutiu venda ilegal de ingressos

terça-feira, 23 de agosto de 2016 19:00 BRT
 

Por Paulo Prada e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A polícia disse nesta terça-feira ter descoberto e-mails entre Patrick Hickey, integrante detido do Comitê Olímpico Internacional (COI), e o chefe de uma empresa de ingressos, em que discutiam a venda ilegal de entradas para as Olimpíadas.

A polícia disse numa entrevista à imprensa no Rio de Janeiro que também investigava documentos bancários em busca de evidências de lavagem de dinheiro associada ao esquema ilegal de ingressos.

Hickey, que era a principal autoridade europeia no COI, foi preso no Brasil na semana passada acusado de participar de venda ilegal de ingressos para os Jogos do Rio, que terminaram no domingo.

Três membros do Conselho Olímpico da Irlanda são suspeitos de envolvimento nas vendas ilegais, disse a polícia. Eles são o diretor-executivo Stephen Martin, o secretário-geral Dermot Henihan e o tesoureiro Kevin Kilty. Os três continuam no Brasil e tiveram os seus passaportes apreendidos pela polícia no domingo.

Um juiz brasileiro ordenou também a apreensão dos passaportes do presidente interino do Conselho Olímpico da Irlanda, Willie O’Brien, do vice-presidente John Delaney e da assistente pessoal Linda O’Reilly.

Nesta terça, mais cedo, um tribunal no Rio de Janeiro afirmou que não havia data marcada para que Hickey fosse ouvido. Ele deixou o cargo de chefe do Conselho Olímpico da Irlanda e todas as suas outras funções olímpicas por conta da investigação.

Hickey, um irlandês de 71 anos, está numa prisão de segurança máxima no Rio, depois da operação policial na semana passada no seu hotel devido às suspeitas relacionadas a vendas ilegais.

A polícia alega que Hickey era parte de um esquema envolvendo a revendedora oficial da Irlanda de ingressos para os Jogos, a PRO10 Sports Management, que tem base em Dublin, e a empresa de hospitalidade esportiva internacional THG Sports.   Continuação...