Investigadores inocentam Japão de acusações de propina para Olimpíada de Tóquio

quinta-feira, 1 de setembro de 2016 08:23 BRT
 

Por Minami Funakoshi

TÓQUIO (Reuters) - Uma comissão independente de investigação concluiu que o pagamento de 2 milhões de dólares de Tóquio para uma companhia de consultoria de Cingapura em relação à candidatura da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2020 foi legítimo, informou o chefe do painel nesta quinta-feira.

O painel, contratado pelo Comitê Olímpico Japonês (JOC), conclui em relatório que pagamentos à companhia Black Tidings não foram propinas.

A preparação do Japão para os Jogos Olímpicos de 2020 tem sofrido diversos problemas, incluindo na construção do principal estádio, cujo projeto inicial foi abandonado em resposta à irritação pública pelo alto custo, e acusações de plágio no logo dos Jogos.

"Acredito que a suspeita de propina da equipe de candidatura foi esclarecida", disse o advogado Yoshihisa Hayakawa, que chefiou a investigação.

Executivos da equipe de candidatura de Tóquio não tinham conhecimento da relação entre Ian Tan Tong Han, chefe da Black Tidings, e Papa Massata Diack, filho do ex-dirigente de atletismo internacional Lamine Diack, concluiu o painel, formado por dois advogados e um contador público.

Diack enfrenta acusações na França por corrupção na IAAF, órgão que rege o atletismo internacional.

Apesar de a quantia de 2 milhões de dólares ser o dobro da média que a candidatura de Tóquio pagou para outras consultorias, Tan, lobista de sucesso, merecia o pagamento, informou o painel em seu relatório.

 
Logo dos Jogos de Tóquio 2020 visto em prédio do governo em Tóquio.      15/06/2016              REUTERS/Toru Hanai