September 5, 2016 / 9:27 PM / a year ago

Polícia do Rio vai indiciar irlandeses por esquema de venda ilegal de ingressos nos Jogos

3 Min, DE LEITURA

Hickey chega em edifício após deixar prisão no Rio. 30/8/2016.Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A polícia do Rio de Janeiro concluirá na quinta-feira o inquérito sobre um esquema de venda ilegal de ingressos nos Jogos de 2016 e vai indiciar o ex-presidente do Comitê Olímpico Irlandês Patrick Hickey e o diretor da empresa THG Kevin Mallon, informou nesta segunda-feira o delegado Ricardo Barbosa.

Os dois irlandeses serão indiciados pelos crimes de cambismo, marketing de emboscada e associação criminosa, que juntos podem dar uma condenação de até 8 anos de reclusão.

“Temos novas provas que mostram o envolvimento deles no esquema. Temos vasta prova documental e na quinta-feira a investigação estará concluída", disse Barbosa a jornalistas.

"Os atos ilegais eram cometidos pelo presidente do comitê irlandês, que tinha todo controle sobre o esquema e poder de decisão”, acrescentou.

Além de Hickey e Mallon, há sete investigados que são considerados foragidos. Eles integram os quadros da empresa THG e da Pro10, que fariam parte do esquema ilegal, de acordo com as investigações.

Nesta segunda-feira, Mallon esteve na polícia para prestar depoimento, mas permaneceu em silêncio. Na terça, será a vez de Hickey ser interrogado. “Eles têm o direito constitucional de se manter em silêncio e mesmo não falando as provas são contundentes“, afirmou o delegado.

Hickey era presidente do Comitê Olímpico da Irlanda e fazia parte da cúpula do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao ser preso pela polícia em um hotel de luxo do Rio no dia 17 de agosto. Na última segunda-feira, a Justiça revogou sua prisão preventiva.

Mallon também foi preso durante a Olimpíada e deixou o sistema penitenciário do Rio dias antes de Hickey.

O Comitê Olímpico da Irlanda e as empresas Pro10 e THG foram acusados pela polícia fluminense de montarem um esquema de venda ilegal de ingressos nos Jogos do Rio para faturar cerca de 10 milhões de reais.

A polícia vai pedir para que os indiciados permaneçam no país por tempo indeterminado.

“Isso depende do Poder Judiciário...a permanência deles é importante tanto para a investigação quanto para a fase do judiciário”, avaliou Barbosa.

Segundo a polícia do Rio, não há indicativos de que o grupo pretendia atuar na Paralimpíada do Rio, que começa na próxima quarta-feira.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below