Jogadores da NFL intensificam protestos durante hino por igualdade racial

segunda-feira, 12 de setembro de 2016 13:18 BRT
 

Por Curtis Skinner

SÃO FRANCISCO (Reuters) - O jogador do Kansas City Chiefs Marcus Peters ergueu o punho e vários jogadores do Miami Dolphins se ajoelharam durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos no domingo, nos gestos mais recentes vistos na liga de futebol americano dos EUA (NFL) para chamar atenção para a desigualdade racial no país.

Colin Kaepernick, quarterback reserva do San Francisco 49ers, deu início a uma polêmica quando tomou a iniciativa das manifestações contra o que afirmar ser um comportamente injusto e violento da polícia, se recusando a ficar de pé para ouvir o hino norte-americano durante jogos da pré-temporada.

Outros integrantes do Chiefs uniram os braços durante a execução do hino no domingo, como fizeram atletas do Seattle Seahawks em uma partida em Miami, embora o significado exato dos gestos não tenha ficado claro de imediato.

Os jogos de domingo aconteceram no 15º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, e muitos times da NFL lembraram a tragédia com homenagens especiais.

Quatro jogadores do Miami Dolphins --Arian Foster, Jelani Jenkins, Michael Thomas e Kenny Stills-- ficaram de joelhos no momento em que o hino do país foi tocado antes do jogo de início de temporada contra o Seahawks. Do outro lado do campo, seus adversários, de pé, juntaram os braços.

Fotos publicadas na internet pela revista Sports Illustrated mostraram Jurrell Casey, Wesley Woodyard e Jason McCourty, do Tennessee Titans, erguendo os punhos antes da partida contra o Minnesota Vikings, mas não ficou claro se as imagens foram feitas antes, durante ou depois do hino.

Os representantes dos times não puderam ser encontrados de imediato.

O gesto feito por Peters, afro-americano de 23 anos, no domingo, lembrou a demonstração dos atletas e compatriotas negros Tommie Smith e John Carlos durante a cerimônia de entrega de medalhas na Olimpíada da Cidade do México de 1968.   Continuação...