COI fornece informações sobre o caso Hickey às autoridades brasileiras

sábado, 17 de setembro de 2016 14:59 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BERLIM (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional se reuniu com autoridades da justiça brasileira que investigam um caso de venda ilegal de ingressos durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e forneceu informações, disse uma autoridade do COI neste sábado.

A autoridade afirmou à Reuters que o COI não havia sido abordado para fornecer informações, porém tomou a iniciativa de se reunir com seus advogados e as autoridades que investigam o caso centrado em torno no membro sênior do COI Patrick Hickey, que está suspenso.

Em uma carta enviada a todos os membros, o COI disse que estava "cooperando ativamente" com as autoridades brasileiras.

"Já enviamos na semana passada uma nota sobre Patrick Hickey, nosso colega e membro do Conselho Executivo do COI, que tem que permanecer no Brasil durante a investigação sobre a venda de ingressos para os Jogos Olímpicos Rio 2016", afirma a carta.

"O COI, apesar de não ter sido requisitado oficialmente pela justiça brasileira...tomou a iniciativa de cooperar com a justiça e está em contato com as autoridades para esclarecer completamente o assunto. "

Hickey, que também era chefe do Comitê Olímpico da Irlanda foi liberado no mês passado da prisão de segurança máxima Bangu 10, no Rio, mas deve permanecer no Brasil até que o caso seja esclarecido.

Ele foi preso em 10 de agosto em um hotel de luxo à beira-mar, durante os Jogos do Rio. Sua prisão está conectada a uma investigação sobre vendas ilegais de ingressos.

A polícia acusou Hickey, 71 anos, de liderar a operação com a empresa PRO10, usada para canalizar ingressos dos Jogos Rio através da THG Sports para levantar 10 milhões de reais após elevar os preços. Todos os envolvidos negam irregularidades.

Na semana passada, um tribunal do Rio de Janeiro aceitou as acusações do Ministério Público contra Hickey, Kevin Mallon, diretor da THG, e outras nove pessoas.