Tite diz que Coutinho vem jogando com maestria e merece titularidade; Renato Augusto será capitão

quarta-feira, 5 de outubro de 2016 21:36 BRT
 

(Reuters) - As boas atuações nas vitórias sobre Equador e Colômbia credenciaram o meia Philippe Coutinho ao posto de titular da seleção brasileira, disse o técnico Tite, que avaliou que o jogador vem exercendo sua função no meio-campo com maestria.

O meia do Liverpool vai começar jogando pela primeira vez na era Tite e ocupará a vaga de Willian na partida de quinta-feira, contra a Bolívia, em Natal.

“As duas entradas do Coutinho (contra Equador e Colômbia justificam a escolha), o momento dele e essa composição de quarto homem de meio-campo que flutua”, avaliou o treinador do Brasil nesta quarta-feira.

Tite quer que o meia se movimente para dar opções aos jogadores de ataque e também para os que vem de trás.

“Ele faz isso com maestria e a linha de passe que ele abre para os três mais atrasados, as opções, a mobilidade e o senso criativo”, afirmou Tite. “Não é à toa que é chamado de mago no Liverpool”, adicionou o treinador brasileiro.

Para o jogo de quinta-feira contra os bolivianos, o meio-campo do Brasil ainda terá Fernandinho, Giuliano e Renato Augusto, que foi escolhido para ser o capitão do time. Tite vem implementando um rodízio na capitania da seleção desde que assumiu o comando do time.

Renato reagiu com naturalidade à escolha. “Não vai mudar nada e vou continuar agindo da mesma forma”, disse ele. “É uma honra muito grande, estou muito feliz por isso, mas o importante é vencer o jogo”, complementou o meia.

Renato Augusto e Tite acham que o jogo será duro, apesar da pouca tradição do adversário, e o técnico pediu paciência à torcida.

“(Peço aos torcedores) que não se deixem levar por uma situação na qual vencemos os dois jogos e podemos ter uma facilidade maior. Faço esse pedido com com carinho”, disse.

O Brasil vai jogar com Alisson, Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Filipe Luís; Fernandinho, Giuliano e Renato Augusto; Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar.

(Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)