Fifa vai analisar proposta de Infantino para aumentar seleções na Copa

terça-feira, 11 de outubro de 2016 12:46 BRT
 

Por Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - A polêmica proposta do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de realizar uma Copa do Mundo com 48 seleções será posta à prova quando os formuladores de políticas da entidade mundial do futebol debaterem o processo de seleção do Mundial de 2026 nesta semana.

O Conselho da Fifa, que se reúne na quinta e na sexta-feira em Zurique, ainda tem que decidir questões básicas, como o tamanho do torneio e quais continentes podem concorrer.

Espera-se uma decisão nesta semana, conforme o cronograma delineado em maio, mas agora Infantino disse que as discussões irão continuar até janeiro.

O número de times participantes é a principal dúvida.

Infantino, eleito em fevereiro para substituir Joseph Blatter, caído em desgraça, prometeu durante sua campanha aumentar para 40 as seleções da Copa, uma ideia à qual os maiores times europeus se opõem.

Ele foi ainda mais longe nesta semana, porém, ao sugerir acrescentar mais oito equipes.

O plano de Infantino é que 32 seleções participem de uma fase eliminatória preliminar disputada no país-sede, das quais 16 passariam para a fase de grupos, na qual se juntariam a outros 16 times que receberiam vagas.

Depois o torneio continuaria como de praxe, com uma fase de grupos de 32 times seguida de fases eliminatórias.

O jornal esportivo francês L’Équipe descreveu a ideia como ridícula, e o técnico da seleção da Alemanha, Joachim Loew, disse que diluiria a força esportiva do torneio.

Críticos afirmam que a medida também poderia ser interpretada como uma concessão às 211 federações nacionais de futebol que elegem o presidente da Fifa.

 
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante evento em Zurique.     16/09/2016           REUTERS/Ruben Sprich