COI promete ajudar Tóquio a conter gastos dos Jogos de 2020

terça-feira, 18 de outubro de 2016 14:15 BRST
 

Por Elaine Lies e Chris Gallagher

TÓQUIO (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse nesta terça-feira que acredita que os gastos dos Jogos de Tóquio de 2020 parecem "muito altos" e que irá trabalhar com os organizadores para reduzi-los, mas ponderou que os atletas precisam estar em primeiro lugar quando se analisar como cortar despesas.

Os comentários foram feitos durante uma reunião entre a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, e o presidente do COI, Thomas Bach, que propôs formar um grupo de trabalho composto por Tóquio, o governo central, os organizadores da Olimpíada de 2020 e o COI para se encontrar maneiras de evitar desperdícios nos gastos.

Koike, que assumiu em agosto, ordenou uma revisão dos custos olímpicos que no mês passado recomendou mudar três locais de competição na tentativa de refrear os gastos, projetados em 29 bilhões de dólares –cerca de quatro vezes a estimativa inicial quando a capital do Japão conquistou o direito de sediar o evento.

"Essa certamente é uma cifra que nos parece muito grande", disse o vice-presidente do COI, John Coates, aos repórteres após a reunião, acrescentando ter confiança de que estes números podem ser reduzidos.

Uma das mudanças de local propostas implicaria em transferir as competições de velocidade de remo e canoa/caiaque para cerca de 400 quilômetros ao norte de Tóquio de forma a aproveitar instalações já existentes, em vez de construir novas na capital.

O COI, o Comitê Organizador de 2020 e a federação internacional de remo preferem o plano original de manter o local de competição em Tóquio, mas na semana passada Koike disse à Reuters que esta é a última chance de se adotar medidas para conter os gastos crescentes.

Bach não comentou diretamente as propostas de mudança de locais, mas enfatizou que a experiência dos atletas deveria ser a prioridade no planejamento dos Jogos.

 
Presidente do COI, Thomas Bach, durante encontro com governadora de Tóquio, Yuriko Koike.     18/10/2016           REUTERS/Kim Kyung-Hoon