Ativistas não querem líderes na abertura da Olimpíada de Pequim

quinta-feira, 3 de abril de 2008 18:09 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano George W. Bush e outros líderes deveriam ficar fora da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim a não ser que a China faça mais para parar o derramamento de sangue na região de Darfur, no Sudão, disseram ativistas nesta quinta-feira.

O Umbrella Group das organizações de Darfur disse não estar defendendo que países, atletas, e patrocinadores corporativos boicotassem os Jogos Olímpicos em agosto, mas afirmou que os laços próximos entre a China e o Sudão cortaram o espírito da cerimônia de abertura.

"Não deveria ser permitido que Pequim se aqueça no brilho confortável da paz e da irmandade associado com a abertura dos jogos se a China ainda assina atrocidades em Darfur e ainda não fez o que deveria para trazer paz e segurança ao Sudão", disse o grupo em um comunicado de Washington.

"Pedimos aos líderes mundiais que não participem da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim", disse o comunicado.

O grupo prometeu continuar seu pedido por um boicote da cerimônia até que o Sudão aceite a organização de uma força de paz híbrida composta pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Africana em Darfur.

Somente 9.000 das 26.000 tropas internacionais planejadas foram organizadas em Darfur. Governos ocidentais culpam Khartoum pelo atraso na aprovação da composição das forças e pela criação de outros obstáculos.

O apoio diplomático e econômico da China para o Sudão levaram Khartoum a dificultar o processo para os pacificadores, disseram os ativistas.

"Como principal parceiro econômico, maior fornecedor militar, e maior aliado diplomático, Pequim está em uma posição incomparável para persuadir o Sudão para mudar seu comportamento", diz o comunicado.