Equipes da F1 colocam pressão sobre Mosley após escândalo sexual

quinta-feira, 3 de abril de 2008 11:14 BRT
 

Por Alan Baldwin

MANAMA (Reuters) - Algumas das principais equipes de montadoras da Fórmula 1 pressionaram Max Mosley a deixar o cargo de presidente da Federação Internacional de Automobilismo após o envolvimento do britânico num escândalo sexual.

Mosley, que garantiu sua permanência à frente da FIA, não demonstrou sinais de que mudou de posição.

Mercedes, BMW, Honda e Toyota divulgaram comunicados criticando a posição de Mosley depois que o tablóide News of the World detalhou no domingo como ele havia pago seis prostitutas para uma orgia inspirada no nazismo.

"A Toyota Motorsport não aprova nenhum comportamento que possa ser visto como prejudicial à imagem da Fórmula 1, em especial qualquer comportamento que possa ser compreendido como racista ou anti-semita", afirmou a montadora japonesa.

"Figuras importantes de qualquer esporte ou negócio, incluindo o automobilismo, devem aderir rigorosos padrões de comportamento."

Mosley, que culpou uma operação "oculta" contra ele e está tomando medidas na Justiça contra o jornal, pediu desculpas a todos os países filiados à FIA em uma carta na terça-feira, mas disse que não deixaria o cargo.

Ele também negou qualquer "conotação nazista na questão", contrariando o que havia sido dito pelo jornal.

As montadoras alemãs BMW e Mercedes, que é parceira da McLaren, divulgaram um comunicado conjunto para esclarecer que o escândalo não pode ser considerado apenas um problema pessoal.   Continuação...