Região de ataque na China tem segurança reforçada; 18 são presos

terça-feira, 5 de agosto de 2008 07:24 BRT
 

Por Emma Graham-Harrison

KASHGAR (Reuters) - Dezoito "agitadores estrangeiros" foram detidos nesta terça-feira na região de Xinjiang, oeste da China, um dia após um ataque a bomba ter matado 16 policiais na área marcada por tensões. O local recebeu reforço na segurança, a três dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Uma autoridade da região disse a repórteres que as pessoas presas nesta terça tinham ligação com outro incidente, ocorrido mais cedo, e não com o ataque da véspera.

Muitos moradores da cidade preferem não falar sobre o ataque, que o governo chinês chama de "suspeita de ataque terrorista", desferido por dois jovens da comunidade muçulmana uighur da região, que foram detidos no local.

A polícia parou e revistou todos os carros e ônibus que entravam na cidade -- localizada a cerca de 5.000 quilômetros a oeste de Pequim -- enquanto outros oficiais ficavam de guarda no hospital, onde policiais feridos no ataque estão sendo tratados, para prevenir que repórteres falem com os familiares das vítimas.

"Estamos com medo de que depois disso, as coisas fiquem ainda mais difíceis para os uighurs", disse um cliente do mercado principal da cidade que se identificou apenas pelo primeiro nome, Ibrahim. "Há muita tensão aqui."

Mas um vendedor de água uighur disse à Reuters que nem todos estão preocupados e insiste que a popular e turística Rota da Seda ainda é segura.

"Isso é só porque os Jogos estão próximos", disse ele. "Mas não se preocupe, isso não afeta gente comum com eu e você", disse o homem, que preferiu não informar seu nome.

O órgão de transportes de Xinjiang anunciou uma campanha regional para reafirmar a segurança para caminhões, ônibus e linhas de transporte.

"Toda a rede de transporte da região tem que estabelecer uma clara atmosfera de segurança e produtividade", reportou o site oficial de notícias regionais.

 
<p>Membros da For&ccedil;a de Seguran&ccedil;a patrulham &aacute;rea perto do local onde um ataque a bomba aconteceu no dia anterior, na prov&iacute;ncia de Xinjiang, China. Photo by Nir Elias</p>