Suspeitos de ataque "seguem a Jihad", diz autoridade chinesa

terça-feira, 5 de agosto de 2008 11:20 BRT
 

Por Emma Graham-Harrison

KASHGAR, China (Reuters) - Um taxista e um vendedor de vegetais acusados de matar 16 pessoas no oeste da China poucos dias antes da Olimpíada eram extremistas religiosos que seguiam a "jihad", disse uma importante autoridade nesta terça-feira.

As provas do ataque também ligam os dois homens a grupos separatistas violentos que queriam atrapalhar os Jogos, disse Shi Dagang, chefe do Partido Comunista na cidade de Kashgar.

"A religião é mais importante para eles do que suas próprias vidas ou a paz de suas mães e, então, eles fazem a 'jihad' (guerra santa)", disse Shi em uma coletiva de imprensa no dia seguinte aos assassinatos.

A China tem se esforçado muito para aumentar a segurança a três dias dos Jogos, que começam na sexta-feira. O governo quer mostrar ao mundo todo uma imagem de estabilidade e contentamento nacional.

Os homens são acusados de jogar um caminhão sobre 70 policiais de fronteira e, depois, continuarem a carnificina com explosivos caseiros, uma arma também caseira e uma coleção de facas.

Dezesseis policiais ficaram feridos, quatro em estado grave.

Os suspeitos, ambos membros da minoria uigur, de maioria muçulmana, foram presos no local. Um está no hospital depois de detonar explosivos que arrancaram seu braço. Segundo Shi, os explosivos utilizados eram similares aos apreendidos pela polícia ao desbaratar um campo de treinamento separatista, em 2007.

Autoridades disseram que militantes uigures tentam transformar a região no "Turquistão Oriental" e são uma das maiores ameaças.   Continuação...