August 6, 2008 / 3:20 AM / 9 years ago

Estrangeiros protestam pelo Tibet e são detidos em Pequim

3 Min, DE LEITURA

Por Chris Buckley

PEQUIM (Reuters) - Quatro estrangeiros, dois americanos e dois britânicos, foram detidos pela polícia de Pequim nesta quarta-feira porque protestavam e pediam pela independência do Tibet enquanto o revezamento da tocha olímpica era realizado pela cidade, divulgou a mídia estatal.

Eles estavam "abrindo uma faixa pró-independência do Tibet em inglês", disse a breve nota da agência de notícias Xinhua.

As faixas tinham os dizeres "Um mundo, um sonho. Libertem o Tibet", parafraseando o slogan dos Jogos. Uma das faixas tinha escrito "libertem o Tibet" em chinês.

Os quatro, três homens e uma mulher, se juntaram perto do Estádio Ninho de Pássaro, onde será a cerimônia de abertura. Dois deles subiram em postes com instalações elétricas para estender a faixa, segundo a agência Xinhua.

Tenzin Dorjee, diretor da entidade Estudantes Pela Liberdade do Tibet, disse que o protesto foi para enfatizar as reivindicações sobre a região, poucos dias antes do início dos Jogos.

"Enquanto as lideranças chinesas se preparam para mostrar grandeza e poder em Pequim, há uma cruel campanha de repressão dentro do Tibet", disse Dorjee em um comunicado por e-mail.

A polícia correu para o local depois de 12 minutos e tirou os estrangeiros de lá, ainda segundo a Xinhua.

Um porta-voz da embaixada britânica disse que requisitou imediato acesso consular aos cidadãos britânicos presos.

Em outro ponto da cidade, um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros assistiam à exibição de um novo documentário sobre a opinião dos tibetanos sobre a Olimpíada feito por um grupo pró-Tibet.

O revezamento da tocha passou em meio a protestos contra o domínio chinês sobre o Tibet durante trechos do percurso em Paris, Londres e outras cidades.

Na quarta-feira, foi iniciada a etapa final do revezamento através de Pequim, sob segurança cerrada, pouco antes da cerimônia de abertura que está marcada para esta sexta-feira.

A China acusou seguidores do Dalai Lama, o líder tibetano budista que está no exílio, de inspirar revoltas e protestos em regiões do Tibet em março, como forma de desviar a atenção da Olimpíada. O Dalai Lama negou esse tipo de atitude e disse que não é contra os Jogos Olímpicos.

Mas grupos em campanha pela independência do Tibet afirmaram que a Olimpíada de Pequim deveria ser uma oportunidade para divulgar suas críticas à política chinesa.

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