De seda a canecas, atletas brasileiros vão às compras em Pequim

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 00:06 BRT
 

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - Os atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos estão experimentando um pouquinho do que é o grande bazar pequinês nas poucas folgas que conseguem dos treinos nesses dias que antecedem o início das competições.

As "listinhas" de compra trazidas do Brasil incluem principalmente eletrônicos, mas também artesanato local, seda e muitos artigos oficiais dos Jogos, vendidos, por exemplo, em uma grande loja na Vila Olímpica.

A maneira como os chineses barganham chamou a atenção de alguns competidores em lugares como o Mercado da Seda, que apesar do nome está mais para uma Rua 25 de Março, o centro paulistano de comércio popular, onde se pode encontrar praticamente de tudo.

O time inteiro do basquete feminino passeou por lá na folga que se seguiu ao jogo-treino contra a Espanha, na segunda-feira.

"É uma loucura como eles negociam. Te agarram pelo braço, não te deixam ir embora, perguntam quanto você quer pagar", disse a ala Fernanda Neves, que comprou câmaras digitais de encomenda do Brasil, um celular para ela e algumas roupas. "É tudo falso, mas é bem feitinho".

Mas o ambiente do local não agrada a todos. "Aquela negociação maluca é um pouco estressante. Não aguentei ficar lá muito tempo não", contou a catarinense Fabiana Beltrame, que vai disputar a competição do skiff aberto no remo.

Ela levou filmadoras, artesanato chinês e roupas. "Teve uma hora em que uma mulher me segurou e não queria deixar eu ir embora de jeito nenhum".

Juliana Veloso, dos saltos ornamentais, veio com um pedido do pai, uma jaqueta de couro. "Ele levou um tombo há pouco tempo e arrebentou a que tinha".   Continuação...