Manchester homenageia mortos após 50 anos de acidente aéreo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 19:18 BRST
 

Por Pete Oliver

MANCHESTER (Reuters) - Cinquenta anos depois do acidente aéreo de Munique que matou oito de seus jogadores, o Manchester United fez uma grande homenagem nesta quarta-feira.

Cinco sobreviventes do desastre -- Bobby Charlton, Harry Gregg, Bill Foulkes, Kenny Morgans e Albert Scanlon -- estavam presentes na cerimônia no estádio Old Trafford no aniversário da tragédia.

Um minuto de silêncio foi respeitado às 15h04 (horário local) para marcar o momento em que o avião que transportava Matt Busby e sua equipe vinda de Belgrado, após jogo pela copa européia, sofreu um acidente depois de uma parada para reabastecimento em Munique em 6 de fevereiro de 1958.

Duncan Edwards, Geoff Bent, Roger Byrne, Eddie Colman, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor e Liam Whelan morreram, além de 15 outras pessoas, incluindo o secretário do Manchester Walter Crickmer e os membros da comissão técnica Bert Whalley e Tom Curry.

Na quarta-feira, milhares de torcedores se levantaram no Old Trafford para render suas homenagens. Eles levaram flores e ouviram a cerimônia conduzida pelo chapelão do clube John Boyers.

"O significado deste acidente nunca será esquecido", disse Boyers.

O técnico do Manchester, Alex Ferguson, fez uma leitura religiosa, e o capitão do clube Gary Neville acendeu uma vela para cada uma das 23 vítimas. Familiares e amigos dos mortos estavam entre os presentes, assim como jogadores do passado e o atual time de jovens.

Na Alemanha, o presidente do Bayern de Munique Karl-Heinz Rummenigge e o prefeito Christian Ude estiveram numa cerimônia no local do acidente, perto do antigo aeroporto de Munique.

No estádio de Wembley, em Londres, foi realizado um minuto de silêncio antes do amistoso entre Inglaterra e Suíça. Os jogadores ingleses usavam uma tarja preta enquanto fotos dos atletas do Manchester United que morreram eram mostradas nos telões.

(Reportagem adicional de Mike Collett em Londres e Erik Kirschbaum em Berlim)