Tocha olímpica acende o orgulho nacional na China

quarta-feira, 6 de agosto de 2008 01:44 BRT
 

Por Paul Majendie

PEQUIM (Reuters) - Mao Tse-Tung olhava fixamente para o que acontecia à frente do portão da praça da Paz Celestial. Uma cena que ele jamais poderia imaginar.

Logo abaixo de seu épico retrato, uma grande muralha humana surgiu à frente gritando alto, em coro, "vai, Olimpíada, vai Pequim".

Sessenta anos depois da revolução comunista que transformou o país, a tocha olímpica surgiu com dramático esplendor no coração do centro histórico de Pequim, nesta quarta-feira.

"Eu acho que o presidente Mao jamais imaginou que isso fosse acontecer", disse Liu Changjiang, administrador escolar aposentado trajando uma camiseta da Coca-Cola.

Balançando sua cabeça em sinal de descrença refletindo sobre a grande mudança, ele disse: "Quando eu era criança, as pessoas viviam desesperadas por comida. Naquele tempo as pessoas ficavam felizes em ter o estômago cheio e roupas suficientes para se manter aquecidos."

Com as pesadas regras impostas por Mao, fundador da China comunista, apenas falar com um estrangeiro poderia resultar em prisão imediata.

Huang Yuanqian, estudante de 22 anos, não presenciou nenhum dos movimentos que levaram à nova China -- o Grande Salto Adiante, em 1958, a Revolução Cultural, de 1966 a 1976, e a diplomacia do ping-pong com os Estados Unidos, nos anos 1970.

Ela tinha apenas três anos quando os tanques irromperam na praça Tiananmen para dispersar protestos estudantis diante dos olhos horrorizados de todo o mundo.   Continuação...

 
<p>Chin&ecirc;s assiste ao desfile da tocha ol&iacute;mpica, em frente ao port&atilde;o da pra&ccedil;a Tiananmen com uma bandeira da China colada em seu rosto     REUTERS. Photo by Claro Cortes Iv</p>