August 6, 2008 / 5:02 AM / 9 years ago

WADA quer que governos apertem o cerco ao doping

4 Min, DE LEITURA

Por Karolos Grohmann

PEQUIM (Reuters) - A Agência Mundial Antidoping (WADA) insistiu, nesta quarta-feira, para que países acelerem sua adesão à convenção de doping estabelecida pela UNESCO, que coloca todas suas armas contra a ameaça das drogas no esporte.

Também foi dito que as federações esportivas internacionais deveriam dar seu aval ao novo código da WADA, que estará valendo a partir de 1o. de janeiro de 2009.

A convenção da UNESCO encoraja os países a adotar o código da WADA, tomando medidas mais enérgicas em fronteiras para coibir o tráfico de substâncias proibidas, apertando o cerco a atletas pegos por doping e adotando programas nacionais antidoping.

O código da WADA prevê penas mais severas para aqueles pegos pela primeira vez, e redução de penalidades para os que colaborarem com investigações.

A adesão dos países tem sido lenta: apenas 87 assinaram a convenção até agora, mas mais que os apenas 30 de quatro anos atrás, nos Jogos de Atenas, segundo Jacques Rogge, o presidente do Comitê Olímpico Internacional.

"Faço um apelo aos governos, para que acelerem essa adesão ao tratado da UNESCO", disse Rogge durante a assembléia anual do COI, que estendeu aos Comitês Olímpicos Nacionais e às Federações Esportivas Internacionais o pedido para que ajudem no cumprimento do acordo.

Dick Pound, ex-diretor da WADA, disse no ano passado que um número significativo de federações ainda precisa selar seu compromisso de adesão ao código mais severo, sob pena de serem excluídas dos Jogos Olímpicos, até mesmo da Olimpíada de Inverno de Vancouver, em 2010.

"Juntos, devemos e iremos continuar a ser mais efetivos em deter os danos do doping", disse o diretor da WADA, John Fahey, que sucedeu Pound no ano passado.

Segundo o código, haverá penas mais severas para os que forem pegos pela primeira vez, dobrando suspensões de dois para quatro anos, dependendo do caso. Circunstâncias agravantes incluem fazer parte de um esquema maior de doping, ou ter se dopado por um longo período, ou ter tomado sistematicamente um coquetel de substâncias proibidas.

Também estão previstas reduções de penas àqueles atletas que oferecerem informações sobre drogas, como forma de barganha. O máximo de redução nesses casos, no entanto, não será mais que três quartos da pena inicial.

Haverá mais tolerância no caso de atletas que tenham ingerido uma substância proibida sem intenção de conseguir mais performance.

Fahey também avisou àqueles que por acaso estiveram usando drogas visando a esta Olimpíada: todos os preparativos foram feitos para que seja pegos.

"Podemos assegurar a qualquer um que quiser arriscar que os riscos de serem pegos, assim como os testes, serão mais freqüentes do que foram em todas as Olimpíadas", acrescentou Fahey.

O Comitê Olímpico Internacional realizará 4.500 testes durante o período dos Jogos de Pequim, entre os dias 8 e 24 -- também mais do que jamais foram feitos.

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