Depois de várias deserções, boxe cubano já não assusta tanto

quarta-feira, 6 de agosto de 2008 04:48 BRT
 

Por Patrick Vignal

PEQUIM (Reuters) - Os adversários de Cuba esperam que a força do boxe olímpico do país finalmente se mostre mais vulnerável em Pequim, depois de uma série de deserções.

Os pugilistas cubanos, impedidos de se profissionalizar sob argumentos de que devem se concentrar em servir o regime, ganharam 5 dos 11 ouros em disputa nos Jogos de Atenas, quatro anos atrás.

Esse domínio deve diminuir, entretanto, com fugas de boxeadores que se aliam a promotores de lutas no exterior. Nenhum dos cinco campeões na Grécia está em Pequim para defender seu título.

Yan Barthelemy, Yuriorkis Gamboa e Odlanier Solis desertaram em 2006, enquanto Guillermo Rigondeaux foi excluído da equipe pela fuga frustrada no Pan do Rio 2007.

Também não estará em Pequim Mario Kindelan, que aposentou-se do esporte depois de derrotar o britânico Amir Khan na categoria leve, em Atenas.

Dessa forma, Cuba -- que não foi ao Mundial de Boxe Amador em Chicago, no ano passado -- chega a Pequim com sua equipe de boxe mais inexperiente em muitos anos.

Seus destaques, dentre os dez inscritos, deverão ser Yordenis Ugas, campeão mundial dos leves em 2005, e cinco campeões do Pan 2007.

A Rússia, tradicional adversária de Cuba no boxe, tem candidatos a medalha em cada categoria do esporte. Os outros adversários mais fortes serão dos Estados Unidos, ansiosos para se redimir depois de muito tempo, e forças que estão surgindo, como a Grã-Bretanha.

A maior "pista" de que Cuba já não assusta tanto vem do técnico norte-americano Dan Campbell: "A Rússia é o país a ser batido."