7 de Agosto de 2008 / às 00:45 / em 9 anos

Bernardinho diz que 7 países vão brigar pelo ouro no vôlei

<p>O t&eacute;cnico brasileiro Bernardo Rezende saca bola durante treino em Pequim, dia 6 de agosto. O t&eacute;cnico Bernardinho incluiu o Brasil num grupo de sete pa&iacute;ses com condi&ccedil;&otilde;es de vencer o torneio ol&iacute;mpico de v&ocirc;lei masculino de Pequim, evitando resumir a disputa a brasileiros e norte-americanos. Photo by Sergio Moraes</p>

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - O técnico Bernardinho incluiu o Brasil num grupo de sete países com condições de vencer o torneio olímpico de vôlei masculino de Pequim, evitando resumir a disputa a brasileiros e norte-americanos.

O Brasil é o atual campeão olímpico e mundial, enquanto os Estados Unidos conquistaram a Liga Mundial, no Rio de Janeiro, há 10 dias, derrotando a seleção brasileira na semifinal.

"É ruim, hein?", disse ele, quando questionado se as duas seleções poderiam ser consideradas as favoritas para o ouro. "Brasil e Estados Unidos são só dois de sete que podem chegar", acrescentou.

O técnico inclui no grupo a Bulgária, a Itália, a Polônia, a Sérvia (vice-campeã da Liga Mundial) e a Rússia (3a colocada da Liga).

"Hoje o equilíbrio no voleibol masculino é muito grande. Os Estados Unidos estiveram a um ponto de ficar de fora da semifinal da Liga. Estava no tie break em 14 a 13 para a Polônia, que não conseguiu fechar", afirmou técnico, que também citou o time italiano.

"A Itália, na minha opinião, volta com muita força nessas Olimpíadas". A Itália, maior vencedora da história da Liga, com oito títulos, abriu mão de jogar a fase final no Rio para se concentrar nos treinamentos visando os Jogos Olímpicos.

Bernardinho comandou nesta quarta-feira o primeiro treino do Brasil em Pequim, no Capital Gymnasium, local que vai receber alguns dos jogos do torneio olímpico.

"Para vencer a Olimpíada não basta apenas estar bem preparado. Para levar o ouro tudo tem que conspirar a seu favor. Eu espero que isso aconteça para gente", afirmou.

No treino, que durou cerca de duas horas, o técnico fez praticamente um coletivo com reservas contra titulares, mas interrompendo sempre e buscando corrigir posicionamento.

O atacante Giba também evitou falar em favoritismo, mas reduziu um pouco a lista de quem vai brigar pelo título, retirando a Polônia.

"Serão seis equipes brigando por três medalhas", afirmou. "Aqui conta muito a técnica, mas também conta muito o emocional. Tem gente que diz que um é mais frio que outro, que os russos são frios, etc, mas quero ver quando pisar na quadra para o primeiro jogo".

Ele deu mostras de que os jogadores ainda não engoliram totalmente o revés para os norte-americanos no Rio, mas ao contrário de Bernardinho, que negou qualquer efeito positivo do 4o lugar na Liga, o atacante disse que isso pode ocorrer.

"Estamos com raiva. Esse time não gosta de perder, e esse time joga melhor quando está com raiva", afirmou a jornalistas logo após o treino.

"Sabemos das dificuldades, mas o time veio aqui para ganhar", concluiu.

O Brasil estréia no torneio olímpico contra o Egito, no dia 10 de agosto.

Edição de Pedro Fonseca

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