7 de Maio de 2008 / às 11:52 / 9 anos atrás

Poluição de Pequim não agrega risco a atleta com asma, diz grupo

Por Karolos Grohmann

ATENAS (Reuters) - Os atletas que sofrem de asma não correm mais riscos nas Olimpíadas de Pequim do que os outros atletas, apesar da poluição da cidade, disse uma organização européia na terça-feira.

Autoridades de Pequim têm sido pressionada para melhorar a qualidade do ar antes dos Jogos Olímpicos, que começam no dia 8 de agosto. O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que há algum risco para os atletas que disputarem provas de resistência com mais de um hora de duração.

Pequim é uma das cidades mais poluídas do mundo. Apesar do investimento de 17,12 bilhões de dólares feito em purificação na última década, a qualidade do ar continua sendo uma grande preocupação.

"Não vejo perigo maior para os atletas que sofrem de asma do que para os que não sofrem", disse Nikos Papadopoulos, vice-presidente da Academia Européia de Alergologia e Imunologia Clínica (AEAIC).

"Queremos ressaltar que, com um bom diagnóstico e um bom tratamento, qualquer atleta que sofra de asma pode atingir seu potencial total."

A poluição de Pequim já fez sua primeira vítima importante: o maratonista asmático Haile Gebrselassie, duas vezes campeão olímpico. Ele desistiu da maratona masculina, com medo de que a poluição afetasse sua saúde.

Os melhores maratonistas competem ao ar livre por pouco mais de duas horas.

O COI disse que consideraria remarcar as provas que durem mais de uma hora, caso a qualidade do ar não esteja boa no momento da competição.

Papadopoulos disse que as provas de resistência não são as únicas que podem afetar os atletas asmáticos ou estimular a constrição dos brônquios.

"As corridas de curta distância também podem afetar os atletas", disse ele, acrescentando que a inspiração de ar neste tipo de prova é centenas de vezes maior do que o normal, o que aumenta os riscos à saúde. A umidade, o tempo e o ambiente da prova (ao ar livre ou em local fechado) também são fatores importantes.

Ele disse que a AEAIC participará de um estudo europeu que vai monitorar atletas de dez países durante os Jogos.

Estudos anteriores mostraram que aproximadamente 20 por cento dos atletas de esportes de verão têm asma -- ciclistas, corredores e nadadores são os que mais sofrem.

"Mas acreditamos que diagnóstico e tratamento corretos podem levar à medalha de ouro", disse Papadopoulos.

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